EPOPÉIA MAIOR

             Metafísica do Cristianismo LIV

             Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoarmos as dos nossos devedores (Segunda petição ética)

             Etimologia do dar

              O verbo perdoar em línguas várias
              É composto de dar mais um prefixo:
              Perdonare em Itália é termo fixo,
              Como do inglês, forgive, em outras áreas,

              Forma de give (dar) frases diárias;
              No alemão, vergeben faz prolixo
              Dizer com geben (dar) em mote afixo
              Nos painéis das campanhas solidárias.

              Do termo, pois, a etimologia
              Denota, ela própria, que se entenda
              Como é fulcral de dar a primazia,

              Capaz de evitar qualquer contenda
              Pelo doar de si por todavia
              Do Todo receber supina prenda.

        Antonio Carneiro (Bélier)
        V.N.Gaia – Portugal
        16/05/2012

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              EPOPÉIA MAIOR

              Metafísica do Cristianismo LIII

              Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoarmos as dos nossos devedores (Segunda petição ética)

              A riqueza do dar

              Somente o dar cria a capacidade
              Do receber, é lei invariável
              Do Cosmo, que define insuperável
              A vantagem de quem tem caridade,

              Que em plano da matéria na verdade
              Parece não vingar, que assaz provável
              É ver-se enriquecer como viável
              O que de preservar acervos há de;

              Que se esgotam porém, e os não leva
              Para onde não se os pode carregar
              E a lei de demonstrá-lo se encarrega:

              Assim, o que se deixa seduzir
              Pelas posses do mundo às quais se entrega
              Ao nadir da pobreza há de seguir.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V.N.Gaia – Portugal
       15/05/2012

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            EPOPÉIA MAIOR

             Metafísica do Cristianismo LII

             Pai, o pãp nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

             Sublime estandarte

              Ó Pai, que estás nos céus e em toda a parte,
              Dá-nos, na humana natureza assente
              Tudo que é necessário e condizente
              Por sublimar este jaez, destarte

              Conforme o concebido, assim reparte
              Entre nós o suster suficiente,
              De Teu divino plano consequente,
              Por que lhe exaltemos áurea arte

              Um dia, quando unindo sabiamente
              Corpo e alma em perfeito e certo encarte
              Tenhamos consciência plenamente

              Do Todo que em teu seio se coarcte
              Num colossal enlace e permanente,
              De Teu sublime gênio o estandarte.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V.N.Gaia – Portugal
       02/05/2012

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          A página da AFE na Europa
           (poemafeano.blog.com)

               The last farewell
           (A últimma despedida)

      “Indiscribably blue” (Indescritivelmente triste), para manter o britânico tom do título, e remembrar um clássico do Avatar Elvis, eis como pode qualificar o sofrido torcedor afeano o espetáculo pífio que o seu clube apresentou ontem na melancólica despedida, a última, deste campeonato da A2, cujo desfecho foi ainda mais lamentável e clamorosamente vergonhoso. Infelizmente, certos brasileiros irresponsáveis e corruptos continuam a emporcalhar a imagem de seu país aos olhos do mundo, levando ao estrangeiro notícia de uma terra onde predomina a ignomínia e o descalabro de toda ordem.
       Enquanto em São Paulo, no velho estádio da rua Comendador Sousa a Ferroviária exibia as suas chagas de mediocridade, em Sorocaba passou-se algo inacreditável. Eis que, sob os auspícios da influência do execrável reverendo Moon, já expurgado dos Estados Unidos por moto de suas atividades nefastas, o árbitro do jogo disputado entre o Atlético sorocabano e a União Agrícola Barbarense, que vencia por dois a zero até aos 85 minutos, resolveu expulsar três jogadores desta equipa, prolongar o prélio por mais dez minutos e, como o gol de empate, que daria apuramento ao Atlético, não saía, marcar um penalty, batendo sem dúvida o recorde mundial da safadeza instituída em qualquer sítio do planeta. Algo difícil de acreditar. E para completar, ao fim do embate (?), uma confraternização geral entre os atletas em clima de grande festa pela promoção dos dois clubes. 
        O Audax, time do super mercado, qua atuava contra a Ferrinha, acabou por experimentar o travo amargo da descomunal iniquidade, pois veio a não lograr o acesso em razão do “jabaculê” indecoroso e ridículo, que só nos envergonha, a todos nós, brasileiros, sobretudo os que estão fora da nação, via de regra obrigados a ouvir piadas sarcásticas sobre a sua terra, muitas vezes qualificada como a “república das bananas”. Diante de tais fatos, convenhamos, com razão.
        Quanto ao jogo, pouco a dizer, até porque quase nada se viu deste time afeano, que escapou, isto sim, de levar outra goleada histórica, tal foi o ascendente dos “audacianos” que, como já dizíamos no comentário ao primeiro jogo desta fase realizado na Arena da Fonte, são tecnicamente muito superiores aos grenás. Chegaram aos dois a zero no primeiro tempo, em razão de duas pífias colossais, a primeira do Daniel a perder uma bola em zona de meio campo, acrescida da atitude dos defesas que simplesmente “cercam o Lourenço” e assim dão espaço aos avançados rivais; a segunda, oriunda de uma indecisão entre o complicado e ineficaz Emerson (e insistem com ele) e o indeciso goleiro Everton, no qual enxergam alguns uma excelência que eu, sinceramente, não vejo. Na segunda etapa, obtiveram mais um gol, consequente de outra “mancada” do Emerson, sucedida de falha no setor esquerdo da defesa, que não acompanhou o rápido atleta Danilo, vencido pela sua (dele) velocidade. E massacraram (este é o termo devido) a equipe afeana quase todo o tempo, enviando duas bolas aos ferros e desperdiçando um “camião” de gols, sucessivamente. Por castigo de sua ineficácia nas conclusões, acabaram por sofrer um gol, de penalidade máxima, que o seu goleiro cometeu sobre o Jobinho, desnecessariamente a nosso ver, pois dificilmente o “player” grená ocasionaria males maiores. Convertido o castigo pelo nosso atleta Ricardinho, o placar fixou-se como suficiente para que o macabro apitador de Sorocaba “desse um jeito” para apurar o Atlético, numa abominável manobra que, a nosso ver, deveria ser investigada pela nossa espartana Polícia Federal, posto que a tal tem suficiente provimento.
          E pronto, foi a derradeira despedida deste campeonato, que nos deixa mais uma vez “a ver navios” agora em pleno asfalto da paulicéia. Outro ano na fila, ou na bicha, como aqui se diz; a fila ou a bicha da “segundona”. Enquanto isso, sobem União Barbarense, Atlético Sorocaba, São Bernardo e o arrabaldino Penapolense, com seu estádio de quatro mil lugares, a ser talvez ampliado com as eventuais bancadas de um circo itinerante qualquer. Todavia, devemos dar-lhes os nossos parabéns, eis que souberam pugnar pelos seus interesses. Já dizia o divino Mestre Jesus, na expressão do apóstolo Mateus Levi (11/12) que “O Reino dos céus sofre violência, e os que usam de audácia o tomam de assalto”. Nesta linha de pensamento, julgamos, salvo melhor juízo, que enquanto a Ferroviária não demonstrar a potência de sua audácia, a reivindicar seus lídimos direitos e sua ambiciosa, porém justa pretensão, pois já esteve por quarenta anos entre os grandes e alverga a tradição que poucos possuem, enquanto não se impuser com firmeza e convicção, há de permanecer na fila, à espera de seu d. Sebastião salvador. Para dar um toque de humor final a este melancólico desfecho, eis que tristezas não pagam dívidas, como se diz, este quadro nos faz lembrar uma deliciosa “modinha” de um Carnaval passado, “O Cordão dos puxa-sacos”, quando a sua letra assinala: “Quem está na frente, vai ficando para trás, e o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais”. Destarte, novamente a nossa AFE, chegou-se à frente e é passada para trás, na fila da “segundona”. Até quando?

                   1X3 ao Audax
              (The last farewell)

           Em dia de arranjo escandaloso
           Que do país derroca a seriedade,
           Despediu-se com pífia atividade
           Do campeonato a AFE, assaz doloso:

           Seguindo o triste rumo e tormentoso
           Que a levou a visível veleidade,
           Perdeu de novo, e quase na verdade
           Deu-se a outro vexame clamoroso.

           Está dos candidatos novamente
           Na fila, que aspiram promoção
           Um ano a mais, entre os que vão à frente;

           E enquanto demonstrar pouca ambição,
           Parco grifo de audácia, brio ausente,
           Verá remota tal aspiração.

      Antonio Carneiro (Bélier)
      V.N.Gaia _ portugal
      30/04/2012

http://www.youtube.com/watch?v=IXGD04A7BSM

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            EPOPÉIA MAIOR

            Metafísica do Cristianismo LI

            Pai, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

            Identidade astral

            Das leis da dimensão e gravidade
            O corpo espiritualizado escapa,
            Pois a essência que o anima é guapa
            Por dominar do meio a liberdade:

            Como Jesus, exprime-se à vontade
            Em qualquer latitude, não derrapa
            Nos sítios diferentes desta etapa
            De físico empecilho em qualidade.

            Capaz de levitar, vezes se alapa
            Dos olhos do profano, a ubiquidade   
            Exerce, ainda que à solapa  

            E ao final dos dias nesta herdade
            Ignora a própria morte cuja capa
            Depõe, tomando a sua identidade.

     Antonio Carneiro (Bélier)
     V.N.Gaia – Portugal
     28/04/2012

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            A página da AFE na Europa
             (poemafeano.blog.com)

                    A mala da prata

          Problemas que se antepuseram como incontornáveis não nos deixaram acompanhar o jogo de despedida desta melancólica participação da AFE do seu magnífico estádio Arena da Fonte Luminosa; e somente hoje em sítio diferente do habitual pudemos conferir o primeiro resultado positivo de sua instável equipe de futebol, obtido com um gol de Daniel, já na segunda etapa. Por corolário, o Atlético de Sorocaba, que havia humilhado os afeanos em seus pagos com uma goleada de cinco a zero, acabou por não obter já na Morada do Sol o pontinho de que precisava para garantir o seu acesso à A1.
          Pelo que lemos, os atletas tiveram neste prélio uma atitude muito diferente da exibida nos compromissos anteriores, atuando com a seriedade e a motivação nestes ausentes, o que decerto é no mínimo estranho. Dizem as más línguas – e nelas não incluimos a nossa – que andou ao redor do campo, antes do início do jogo, uma estranha mala contida de prata - ”la plata”, como dizem “nuestros hermanos”  do sul – uma mala mágica capaz de operar tal incrível mudança.
          Ora, recorde-se que a maior polêmica que se instou depois dos primeiros insucessos grenás nesta desastrosa fase final do campeonato deveu-se à possível negativa da diretoria em atender aos apelos dos jogadores por um certo numerário como prêmio ao apuramento, do que resultou o por vezes flagrante desinteresse dos mesmos nos primeiros jogos. Ainda que no terreno especulativo, eis que tais “bocas”  sempre carecem de fundamento, pois não há como provar a sua autenticidade, resta-nos dizer, como já dissemos, que a melhor política para o clube será a de prestigiar as divisões de base, de onde poderão surgir atletas com boa categoria e menos vícios do que outros já mais rodados, que atendem muito mais aos interesses dos empresários a quem pertencem. E como também já disse antes, e mantenho: Que venha a profilática vassourada!

                    1X0 ao Atlético (Sorocaba)
                          (A mala da prata)

                Depois de desastrosos resultados
                Em quatro jogos, muito concedidos
                A erros clamorosos sucedidos,
                Deixando os seus adeptos revoltados,

                Eis que quando não mais são reclamados,
                Que assaz se instaram menos pretendidos,
                Os atletas atentos, decididos,
                Resolvem jogar bola, mui mudados:

                 As línguas más dos especuladores
                Dizem com ar de sério assentamento
                Que uma mala andou nos bastidores

                 Contida de argênteo sortimento,
                 Antes negado pelos diretores
                 Como prêmio ao buscado apuramento.

        Antonio Carneiro (Bélier)
        V.N.Gaiaa – Portugal
        26/04/2012

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          EPOPÉIA MAIOR

          Metafísica do Cristianismo L

          Pai, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

          “Epiousios” transporte

          “Epiousios” é o qualificativo
           Dado ao pão pela grega tradição
           Do aramaico aposta em tradução
           Cujo sentido afeta-se incisivo:

           Conforme a natureza, agravo ativo
           Que abrange largo acervo da oração
           Do Cristo em sua cósmica visão
           Que o homem vê de modo transitivo:

           Aqui no mundo ao corpo dá sustento
           Hábil de o levar do berço à cova,
           Aprendendo lições por seu contento;

            E em sítios mais de experiência nova
           Também a sustentá-lo em todo evento
            Onde venha a passar-se a sua prova.

       Antonio Carneiro (Bélier)
       V.N.Gaia – Portugal
       24/04/2012

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              A página da AFE na Europa
               (poemafeano.blog.com)

                    O falhanço do costume
                (E que venha a vassourada…)

          Não foi nada diferente a história, e pronto: “Consumatum est”, a Ferroviária mantém-se na “segundona”, depois de animar os seus escarmentados adeptos, que, tal como os portugueses de outrora, esperam pela “manhã de nevoeiro” que traga de volta o d. Sebastião dos sonhos passados e com ele o tão almejado regresso à elite.
          Ontem, numa tarde chuvosa da progressista cidade de Santa Bárbara do Oeste, em outro estádio carente das necessárias condições para jogos de primeira divisão (e onde está a pseuda rigorosa fiscalização da FPF?), mais uma vez ficamos ”a ver navios” em plena interlândia paulista, talvez os navios que navegam nos pesadelos das mentes afeanas, já repletas de decepções sucessivas. Logo de início, uma incongruência, a nosso ver, inadmissível: o hino nacional, cuja execução é de jaez obrigatório em todos os jogos por imposição da Federação vem a áudio por uma cantadeira, como aqui se diz, acompanhada à viola, numa dolente e lúgubre interpretação que mais parecia o carpir convulso ao som de uma nênia à beira de uma tumba, tal como imortalizou o grande Bocage, numa sátira ao dr. Manuel Bernardo de Sousa e Melo, que urdira um epicédio fúnebre num ermo cemitério. O imortal soneto assim termina “Eis a campa arrebenta, e surgem fora/Dois vampiros bailando ao som da nênia”. Melhor imagem não se poderia arranjar. Já não basta que o hino nacionnal brasileiro seja estropiado, tocado de modo incompleto e vilipendiado no estrangeiro, como estamos cansados de ver, sem que nenhum de nossos “patriotas de gravata e broche bandeitinha” diga nada, agora é no próprio país que o apresentam dessa maneira. Lamentável, pois é preciso que os nossos patrícios entendam que o hino é um símbolo da nação, sendo seu dever exigir a sua correta e austera execução em qualquer parte do mundo. Infelizmente, o que se observa é uma bandalheira total nesta matéria, cada vez mais evidente, o que deve entristecer profundamente os brasileiros de brio, sobretudo aqueles que estão fora do país.
          Em frente, quanto ao jogo, a AFE entrou com um time bastante modificado, o que bem se entende por razão de seus péssimos resultados recentes e até mostrou melhor atitude, diante do rival que, a nosso ver, entendeu que “eram favas contadas” ganhar quando quizesse. Neste aspecto enganou-se, até porque não é lá essas coisas esta formação barbarense. Ao contrário, foi a Ferrinha que dominou a partida no primeiro tempo, só não convertendo em gols o seu ascendente técnico em razão de sua proverbial e acentuada ineficácia. Acabou por sofrer o primeiro tento da União aos 41 minutos de jogo, contra a sua corrente, em falhanço total do lado direito da defesa, aproveitado pelo atleta Cesinha.  Ainda nesta etapa, a assinalar a fraca arbitragem (passe o pleonasmo, basta dizer arbitragem), que mostrou severo rigor aos atletas afeanos, exibindo logo um festival de cartões amarelos e expulsando o seu treinador, que reclamava das cenas tão comuns e deploráveis que esses apitadores quase sempre representam. Claramente, o árbitro quis captar a simpatia dos adeptos locais.
           Para o segundo tempo voltou o Jobinho em lugar do Tiago Marques (não entendemos porque) e a toada manteve-se, embora a defesa grená oferecesse prendas como é hábito ao adversário, que chegou a atirar à trave num contra ataque. Entretanto, em lance muito parecido com aquele que deu gol à União, numa pífia do lado destro da defesa unionista, o Wellington Amorim (Aleluia!) empatou o jogo aos 33 minutos, o que ocasionou um desnorte total do time anfitrião, que partiu desordenadamente para o ataque, conseguindo, por infantil concessão da defensiva afeana, um outro remate à trave, em tiro livre cometido desnecessáriamente, todavia desguarnecendo-se inteiramente no setor defensivo. Disto resultou, aos 40 minutos, uma ocasião incrível de gol, que só mesmo os atacantes da Ferroviária são capazes de desperdiçar: Sozinho, dentro da área, o jogador Robson atirou rasteiro ao poste direito do gusrdião completamente batido no lance. Uma coisa inacreditável!  
            O jogo ficou dramático, sobretudo para a União que, ganhando praticamente garantiria o acesso; os forasteiros entusiasmaram-se ante o evidente nervosismo dos alvi pretos, que aos 44 minutos viram-se reduzidos a dez unidades, pela exclusão do defesa Rafael Silva, mas lá cederam outro presente aos donos da casa, aos 46 minutos. Um passe em profundidade para o recém entrado Caihame apanhou todo o time afeano avançado; mais uma vez o nosso “guarda redes”, tão elogiado por tanta gente, hesitou quando não devia, pois se saísse tinha tempo de afastar a bola e então o tal Caihame teve toda a facilidade do mundo para marcar o gol, que pode dar ainda hoje a promoção deste sofrível time da União Barbarense. Foi tanta a sua euforia que tirou a camisola, do que resultou a correspondente exclusão por acúmulo de “cartolinas”. E mais uma vez saímos derrotados, a quarta em quatro jogos desta fase final. Bingo!
             Sobre esta pífia prestação na reta final da competição, muito temos ouvido e lido. Divulga-se que os jogadores terão feito “corpo mole” porque não chegaram a acordo com a direção sobre a premiação em caso de acesso, destarte. Há quem fale em 800 mil, em 500 e até em 400 mil reais, que foram pedidos por eles e não concedidos pelos “cartolas” da AFE. Não podemos compreender tal quadro, todavia, pela brutal queda de rendimento da equipe nesses últimos jogos, até nos é possível admitir esta deplorável situação. Ela até nos faz lembrar a irresponsável posição mercenária dos atletas da seleção de Portugal na copa do mundo do México, em 1986, o tristemente famoso caso “Saltillo”, quando mandaram às favas o sentimento patriótico, mais preocupados com o chamado “vil metal”. Não compreendemos porque, a nosso ver, para qualquer atleta é importante a participação numa campanha vitoriosa de um clube a que serve. Mais ainda quando está a defender o seu país. A atitude de alguns apenas os  desvaloriza no mercado. Quanto à direção, entendemos a sua filosofia, embora neste inferno de interesses escusos onde está mergulhado o futebol profissional no Brasil, e também em outros tantos países, por que não dizer, às vezes certas posições mais honestas acabem por caracterizar uma certa ingenuidade. A Ferroviária, ao que sabemos, paga os seus colaboradores em dia, não passa o dito “ronco” como outros muitos e até mais famosos fazem, não faz promessas para depois não cumprir e isso deveria ser tido em conta pela cabeça dos jogadores, muitas vezes feita por empresários desonestos. É por causa de tais irrefletidas reações que vemos tantos por aí caídos nas sarjetas da vida, muitos dos quais ao depois de projetados a píncaros gloriosos em suas carreiras. Um clube menos responsável poderia agir assim: Ora, querem 500 mil, ótimo, se apurarmos nós pagamos não 500 mas mil. Que comam a relva, o resto nós garantimos! Olé. olé e vamos botar para f… E depois, feita a conquista, pagam zero. E todos vão mesmo se f…
             Não sabemos de fato o que ocorreu, os tais “acordos tácitos” não se identificam por inteiro: de  qualquer das maneiras, mais uma vez referimos a nossa idéia a respeito. O clube deve (e já o está a fazer) investir nas categorias de base, supervisionadas todas pelo treinador principal (que pode ser este atual), visando a identificar um único padrão de jogo, desde o sub 15 por exemplo. Em alguns anos, salvo melhor juízo, terá posto em prática um sólido projeto de formação capaz de produzir resultados com fulcro independente destas imposições do mercado, ao sabor dos interesses sionistas da vez.
            E para já, que venha a profilática vassourada final, capaz de livrar a próxima eventual colheita do joio indesejável destes acéfalos rufiões. A Ferroviária há de seguir o seu caminho, em carris seguros algum dia, tal como seguia no seu glorioso passado. E quando subir, não há de ser para cair em seguida, como tem acontecido a tantos outros.

                            1X2 à União Agrícola Barbarense
                (O falhanço do costume: E que venha a vassourada)

                       Conquanto houvesse empenho assinalado
                       Que não se vira em lides mais recentes,
                       A  ineficácia e os cuidos não presentes
                       Da equipe, lhe impuseram resultado

                       Negativo, outra vez, que põe de lado
                       Quaisquer aspirações inda  pendentes
                       Das lúgubres instâncias precedentes
                       De mau jaez assaz acumulado:

                       E assim despede nova expectativa
                       De à divisão subir especial
                       Depois de nova ter alternativa

                       Este time de haver tradicional,
                       Mas que na hora falha, decisiva,
                       Frustrando o torcedor sempre, ao final.

         Antonio Carneiro (Bélier)
         V.N.Gaia – Portugal
         22/04/2012

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            EPOPÉIA MAIOR

             Metafísica do Cristianismo XLIX

             Pai, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

              Jornada triunfal

              Destarte, a oração faz rogatória
              Ao Pai pelo hodierno pão que aviva
              O corpo nesta rota objetiva
              No mundo onde o ser marca a sua história,

               Em ascendente e firme trajetória
               Ao Reino de soberba estimativa
               Em que sobeja a paz e a luz cativa
               Exalta-lhe os louros da vitória,

                Pois que ao fim de uma insólita jornada
                Por sítios mil de obstáculos cravados,
                Eis que o espírito logra chegada

                 A pagos seus, de louvos encimados
                 Em que eterna fará áurea morada
                 De soberanos feitos sublimados.

         Antonio Carneiro (Bélier)
         V.N.Gaia – Portugal
         18/04/2012

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            EPOPÉIA MAIOR

             Metafísica do Cristianismo XLVIII

             Pai, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Primeira petição ética)

              Sustento essencial

               Eis que a ciência, já mais avançada
               Nos veio comprovar que não existe
               Dita a matéria, que a rigor consiste
               Em energia pura e congelada;

               Plantas e animais pela jornada
               Da vida neste orbe, em veio chiste
               Convertem substância que se aviste
               De morta em viva seiva transformada:

                De igual modo o corpo que é moldado
                Do espírito jaez à semelhança
                Deve ser do alimento sustentado

                Para alcançar o que no grau alcança
                Da espiritualidade em maior grado,
                Etéreo jus de sua mor pujança.

        Antonio Carneiro (Bélier)
        V.N.Gaia – Portugal
        16/04/2012

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