Friday, August 31, 2007

                      
 
                    0X0 ao Sertãozinho 
                      (Audácia pouca)
 
             De alheios pagos é trazer decerto
                Um ponto positivo bom proveito,
                Algo que em parte deixa satisfeito
                Quem o consegue, seja longe ou perto:
 
             Chega a ser arma de jaez coberto
                 Por estudada tática e é jeitoso
                 Da italiana escola o proveitoso
                 Colher, que tanto já ganhou, por certo;
 
              Porém para o empate é covardia
                 Jogar, contra o lanterna da tabela,
                 Que nada quer tirar dessa porfia.
 
              Uma atitude tal não dá chancela
                  Ao que vôos mais altos desafia
                  E mantém-se em baixios, à cautela.
 
 
                  Antonio Carneiro (Bélier)
                       V.N.Gaia - Portugal
                       31/08/2007
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Sunday, August 26, 2007

                              Teo(rema) bem aplicado
 
         Parece que a síndrome do XV foi ultrapassada, pelo menos no que se depreende desta última vitória contra o tradicional adversário. Mas, como se diz por aqui, não podemos “embandeirar em arco” com isto, pois o time, pelo que se pode perceber à distância, ainda carece de reforços em setores vários, embora já se possa aplaudir a iniciativa de aproveitamento de jovens valores, como se viu ontem _ André e Fernando, muito imaturos ainda, porém com bom potencial, de defesas centrais. A meu ver, esta é a política mais acertada: construir um time base com os novos, a prata da casa.
             Não obstante, exceptua-se deste raciocínio o goleiro. Por favor, contratem um goleiro de larga experiência e comprovado valor pelo menos para o Campeonato da A2. Caso contrário, como dizia o saudoso João Saldanha, a barba vai crescer… Efetivamente, não temos um “guarda-redes” à altura, mesmo que o Tuti (que mais parece um ponta-esquerda) se recupere. Lembro-me mesmo, a propósito disto, de quando A Ferroviária foi buscar o Rafael, já em final de carreira, nos anos oitenta. E não se arrependeu desta decisão.
 
 
                              3X1 ao XV de Piracicaba
                   [Teo(rema) bem aplicado]
 
                        No futebol também a Matemática
                        Aplica-se, e tal se viu com grado
                        Na noite em que na Fonte fez-se ousado
                        O nosso time por mostrar na prática
 
                        Que quando um teorema em didática
                              Conveniente faz-se demonstrado
                              Com raciocínio pleno e organizado
                              Flui bem, como no jogo a boa tática.
 
                              Foi Teo o competente professor
                              A organizar no campo o grupo inteiro
                              Que percebeu da cátedra o teor
 
                              E de seu uso há de fazer-se useiro
                              Para ordem na casa recompor
                              A tempo de torná-lo rotineiro.
 
                            Antonio Carneiro (Bélier)
                            V.N.Gaia - Portugal
                            26/08/2007
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Tuesday, August 21, 2007

 
 
 
                                         Decepção 
 
                  Não foi surpresa saber das pífias de nossos zagueiros no último domingo, quando pelo menos três gols foram por eles oferecidos ao débil time do Catanduvense (parece mentira…). Vi-os jogar tanto o suficiente para avaliar as suas limitações. O Mauro, que era o melhor, foi embora e os outros, desde o tempo em que jogava o Edson Rocha eram ( e são) todos muito fracos. Por outro lado, não temos também um goleiro categorizado, os laterais, não os conheço, mas, por isso mesmo, não são famosos. Depois que o Renato saiu, o meio campo, nota-se pelos relatos, perdeu a criatividade e, sendo assim, que resta? Talvez uma esperança no novo centro-avante, Osni, este já bem mais conhecido. Aliás, depois do Dinei, não tivemos mais outro convincente “matador”. Ora, isto é muito pouco.
                  Todavia, ainda pior do que tudo  é não se ver um trabalho de base com bons resultados. Ao que soube, delegaram a uma empresa a gerência desta importante questão e tal grupo tem trazido jovens de algures para formar no sub-vinte, cujo rendimento é medíocre.
                  No futebol moderno, todos os clubes de sucesso investiram nas suas camadas jovens. Cito como exemplo o Sporting Clube de Portugal, que possui uma academia de formação, da qual já saíram, entre outros, os seguintes jogadores: Figo, Cristiano (que se fez Ronaldo), Dani, Simão, João Moutinho, Quaresma, Miguel Veloso.
                  Imagine-se quantos milhões de euros o Sporting já ganhou e não vai ganhar ainda com estes e com outros jogadores mais. Já construiu um luxuosíssimo estádio para 80.000 almas - dá gosto ver. 
                  E ao lembrar-me do Sporting, vou mais atrás para lembrar-me da nossa AFE (anos 50 e 60), de onde surgiram, também entre outros, estes: Dudu, Bazani, Faustino, Galhardo, Rodrigues, Nei, Tales, Lance. 
                  Naquele tempo, com seus jogadores formados em casa, a Ferroviária era considerada uma “máquina de jogar futebol”, que só não ganhou campeonatos pelas razões que sabemos de sobejo, nós os mais velhos como eu e o Pascoal, por exemplo.
                  Neste contexto, será tão difícil vir a formar uma nova escola de futebol como antes?
                  Com a palavra os nossos dirigentes…
 
 
                                           2X4 ao Catanduvense
                                   (Decepção)  
 
                                     O que preocupa mais por esta parte
                              A derrota não é, em si, também
                              As pífias dos zagueiros que a ninguém
                              Convencem, pois lhes falta engenho e arte;
 
                              Deste torneio não será, destarte
                              Objetivo maior senão além
                              De a final colimar que dá por bem
                              Um prêmio que se entre dois reparte:
 
                              Preocupa sim, que não haja, de base
                              Um plano definido que sustente
                              A formação contínua de valores,
 
                              Hábil de conservar em qualquer fase
                              Um padrão de jaez independente
                              Não sujeito do azar aos maus pendores.
 
                                    Antonio Carneiro (Bélier)
                                    V.N.Gaia - Portugal
                                    21/08/2007
 
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Wednesday, August 15, 2007

 
 
 
                            
                                        Sabedoria popular
 
                  A travessa Cedofeita, na baixa do Porto, não é uma rua famosa; trata-se de uma simples viela, das muitas que existem por lá. Tem alguns de seus muros pichados, o que também não a destaca das outras; todavia, ao reparar em alguns desses dizeres, frases muitas vezes desconexas e sem brio, ali algo chama a atenção. Alguém há, que o anonimato encobre, que lá escreveu frases que se destacam, ainda mais nestes tempos em que a escrita anda de rastos, nos jornais, nas revistas e nos livros, os quais passam por uma longa e melancólica entre-safra de autores e pseudo-literatos.
                  Ao ler as tais frases, reportei-me ao passado, no Rio de Janeiro, quando conheci um indivíduo, natural de Vila do Conde destas plagas lusitanas, que dizia coisas simples e profundas, tiradas da filosofia escarmentada de seu passado sacrificado, quando era condutor (o nome dado é impróprio, pois o condutor nada conduzia, senão cobrava as passagens, pendurado nos estribos do bonde - veículo de tração elétrica tão popular nos anos 30, 40 e 50 naquela cidade) da antiga “LIght”(concessionária canadense de tais serviços). Celestino da Costa e Silva, o nome desta figura singular, que todos os dias ia à praia do Flamengo para, segundo ele, fazer a “obrigação” (nadar até o final das pedras de arrebentação). Já estava aposentado, mas falava do passado sempre com orgulho: “Eu sou do tempo da “escravidon” - hoje não se sabe o que é trabalho”.
                  “Estes meus patrícios são uns cabeças de porco.” Dizia ele sobre algumas asneiras que presenciava, alegando que o porco ainda é mais burro que o próprio, pois este sabe voltar para casa.
                  “A verdade seja dita”. Quando o tentavam roubar no jogo de cartas, disputado depois do banho de mar pelos aposentados da vez.
                   A maia famosa que guardei foi esta:
                  “A vaidade é uma doença que vem do sexo…E depois acaba tudo na fossa!”
                  Do pichador anônimo da travessa da Cedofeita lemos o seguinte:
                  “A placidez do cérebro exprime-se na agitação dos olhos.”
                  “Devido a que a velocidade da luz é maior do que a do som, certas pessoas parecem interessantes até as ouvirmos falar…És linda!”
                  “A imitação dos heróis é o hábito sagrado dos cadáveres entretidos.”
                  “O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo.”
                   Sobre esta última, lembrei-me de um poema, feito nos finais dos anos setenta, que alguns meus “amigos” afixaram numa parede interna da Petrobrás, onde trabalhávamos. Naquela época, a verdura juventude conjugada com o ambiente de trabalho faziam-me ferver o sangue nas veias e a sátira mordaz resultava como apanágio de um estro rebelde. Mais tarde compreendi que o aplauso fútil e festivo que me satisfazia o ego funcionava como algoz de mim próprio, na medida em que as produções eram divulgadas para que os atingidos, cientes da crítica, depois fossem, nas caladas, às forras. Tal poema é o seguinte:
 
                          
                                    Poema do medo
                                   ( O funcionário padrão)
 
                       Por medo de ficar desempregado,
                       Ele fazia emprego da torpeza,
                       Com medo de que o uso da nobreza
                       De seu líder não fosse o esperado;
  
                       Por medo de em má hora haver falado
                       Algo que às altas lides com certeza
                       Não calhasse melhor, por sutileza,
                       Nas decisões mantinha-se calado;
 
                       Por medo de a fazer ser apanhado 
                       Alguma coisa má, ó incerteza,
                       Qual nem ele sabia, de surpresa,
                       Qual fosse, ele vivia atormentado;
 
                       Por medo de não ser mais estimado
                       A má estima impunha, na defesa,
                       A seus pares, do interesse da empresa,
                       Que um dirigente houvesse colimado;
 
                       Por medo de ser mal interpretado
                       Iterpretava sempre com destreza
                       A torpe hipocrisia que a vileza
                       Dos maiorais lhe deu como legado;
 
                       Por medo de não ser mais bem amado,
                       Do amor próprio olvidou, a chama acesa
                       Que à vida dá sentido, e na represa
                       de seu viver viveu acorrentado.
 
                       E deste proceder em consequência,
                       Foi sempre o padrão, reconhecido,
                       Funcionário, dos chefes mais querido,
                       Seu verdadeiro orgulho na existência.
 
                                Antonio Carneiro (Bélier)
                                V.N.Gaia - Portugal
                                15/08/2007
                                          
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Sunday, August 12, 2007

 
 
 
                                        0X0 ao Mogi-Mirim
                                     (Desvios perigosos) 
                    
                           Dois pontos foram mais, jogando em casa
                           Para a corda do sino, assim se afirma
                           Por estas plagas cá, não se confirma
                           De último campeão a nossa gaza.
 
                           Nada enfim para já que nos compraza,
                           Pois sabe-se que o grupo não se firma,
                           Num contexto que as falhas reafirma
                           Do time, e as virtudes não transvaza.
 
                           Este campo de ensaio, todavia,
                           A novos e exigentes desafios
                           Cultivado não é, à revelia
 
                           Do bom senso afinal, e tais desvios
                           Podem nos afastar da reta via
                           À divisão maior de nossos brios.
 
              
                                 Antonio Carneiro (Bélier)
                                 V.N.Gaia - Portugal
                                 12/08/2007

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Wednesday, August 8, 2007

                              O caos no Brasil e a Lei do Carma

 

                (Poema em canto único, dedicado humildemente às vítimas dos maiores
                 acidentes aéreos ocorridos no Brasil em menos de um ano)
 
 
 
                                          Introdução
 
 
                                 O inexcedível Rei imaculado
                                        Ontem pregado à cruz, nefasto crime,
                                        Hoje é por seus verdugos implorado
                                        A minorar a dor que os deprime.
                                        Do alto os contempla, como contemplado
                                        Do lenho havia, a culpa lhes exime
                                        Como antes, vendo os faustos inimigos
                                        Ao carma atados, qual revéis mendigos.
 
 
                                                              I
 
                                        Com lúgubre expressão, pesado ensejo,
                                        Da pátria mãe percorro estreitas vias
                                        E o pensamento voa, do que vejo
                                        Em tristes cenas, lágrimas sombrias,
                                        Do meu país, da prece em vão almejo,
                                        Contrito, a suplicar de paz os dias
                                        Que já vivi quando a vergonha dava
                                        Primevo fulcro a quem o governava.
 
                 
                                                               II
 
                                         Pelo caminho passam conterrâneos
                                         Muitos, do linguajar é fácil vê-los,
                                         Que dos cenários pátrios sucedâneos
                                         Buscam para na vida, sucedê-los,
                                         Dura do imigrante, em instantâneos
                                         De melhor vida, que de conhecê-los
                                         Não lhes deixou a pátria tão querida
                                         Hoje a ser assim tão mal conduzida.
 
     
                                                               III
 
                                         Lembro-me então de minha velha escola,
                                         Do hino nacional que se entoava
                                         Antes de entrar em sala e não consola
                                         Ouvi-lo hoje partido, a meia trava,
                                         Aqui e em lados outros, vil charola,
                                         Um desrespeito que a ninguém agrava,
                                         Qual dividido andor das procissões,
                                         Quando é tocado nas competições.
 
 
                                                               IV
 
                                         Ama com fé e orgulho, lá eu lia,
                                         Do genial poeta, a terra amada,
                                         Que não verás outra capaz, dizia,
                                         De ser com ela a longe comparada;
                                         E tal dizer nos peitos incutia
                                         Pueris, uma lição de preito instada:
                                         Que ensina amor e fé ter pela terra
                                         Cuja grndeza tanto alvor encerra.
 
 
                                                                V
 
                                          Que é de ti, esplêndido gigante,
                                          Eternamente à luz do céu profundo
                                          Deitado, o sentimento imposto, diante,
                                          Por esta gente atroz, de todo o mundo?
                                          Como manter, desgraças tantas ante
                                          Dos filhos teus o orgulhar jocundo
                                          Com que já impuseste em tempos idos
                                          O teu valor por louros merecidos?
 
 
                                                                VI
 
                                           Como dos outros esconder tragédias,
                                           De ações irresponsáveis consequência,
                                           Como não deixar ver as soltas rédeas
                                           Do crime organizado cuja essência
                                           Aflui sempre das mãos de quem concede-as
                                           Para favor manter em permanência
                                           De desfalcar os cofres da nação
                                           Sem por ela interpor qualquer ação?
 
 
                                                                VII
 
                                           Como tirar das telas, mundo afora,
                                           A hecatombe hedionda apresentada
                                           Que toda a humana gente choca, embora
                                           Aos responsáveis não comova nada,
                                           Hábeis de se eximir de culpa agora
                                           Para não ver depois prejudicada
                                           Uma eleição futura, vis verdugos
                                           A flagelar seu povo com tarugos?
 
 
                                                                VIII
 
                                           Latibular ao mundo o desespero
                                           De quem teve seus entes dizimados
                                           E nem pode escusar-se ao destempero
                                           Dos que se põem da dor latibulados,
                                           Que o pranto alheio dão por exagero,
                                           Da autoridade em cátedra albergados,
                                           Terá retorno, punição devida
                                           Quando não nesta, certa, em outra vida,
 
 
                                                                   IX
 
                                            Que a lei do carma é condição eterna
                                            Para evolver os homens, coibi-los,
                                            Cuja ação neste mundo se consterna
                                            Quando os deveres, deixam de cumpri-los
                                            Na posição que ocupam, hodierna,
                                            Indiferentes, faustos e tranquilos,
                                            Por que venham provar da mesma taça
                                            Onde hoje os outros bebem, da desgraça.
 
 
                                                                    X 
 
                                            Isto é sabido, lei etérea, isenta
                                            De um julgar qualquer, creia-se ou não,
                                            Mas para já, o que nos apresenta
                                            Este contexto, esta situação?
                                            O caos do desgoverno que aumenta
                                            A angústia e o medo da população
                                            A qual, se não reage, cumplicia
                                            Com o descaso, a inércia, a anarquia.
 
 
                                                                    XI
 
                                            Correr, talvez, para as rodoviárias
                                            Será, provavelmente, ineficaz,
                                            Que estradas há, porém das mais precárias
                                            Onde o perigo espreita, ímpio, roaz;
                                            E de serviços das concessionárias
                                            De lucros o apetite é tão voraz
                                            Que postergar a segurança vão
                                            Em ônibus bem mais que em avião.
 
 
                                                                    XII
 
                                            Difícil é prever, pois, qual futuro
                                            Reserva à pobre gente atroz destino
                                            Do meu país, talvez inda mais duro,
                                            Hábil de impor a alguns o desatino;
                                            Mas é mister da esperança o auguro
                                            Manter mesmo que a surto clandestino,
                                            Pois desistir da luta é condizer
                                            Com o carrasco que nos faz sofrer.
 
 
                                                                    XIII
 
                                            Até que um dia séria gente imponha
                                            À governança a honestidade e venha
                                            Resgatar da nação brio e vergonha
                                            Por soltá-la do ciclo desta azenha.
                                            Há de então por que toda a gente sonha
                                            A alvorada brilhar no céu que empenha
                                            A mais intensa luz, áurea, risonha,
                                            Que há de iluminar a pátria amada
                                            De seu porvir na gloriosa estrada.
 
 
                           Antonio Carneiro (Bélier)
                           V.N.Gaia - Portugal
                           08/08/2007
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Sunday, August 5, 2007

 
 
 
                                        1X2 ao União São João
                    (Gírias e calões em fraco evento)
 
         A já tão rica língua portuguesa, que Camões, Bocage, Olavo Bilac, Antero de Quental, Castro Alves e tantos outros tanto prezaram e enriqueceram com suas obras imortais, também não se queda nos louros de sua gloriosa evolução passada e, dinamicamente, continua a enriquecer-se cada vez mais, á (o teclado não me põe os graves) medida que é falada por cada vez mais gente.
              Neste contexto, apetece-me de assinalar uma homenagem ao idioma falado pela gente do Brasil e de Portugal, com suas gírias ou calões, respectivamente, para ilustrar no verso esta outra decepcionante participação da Ferroviária na copa da F.P.F., a qual, ao que nos parece, pouca atenção tem merecido de parte de seus dirigentes. A nosso ver, isto resulta em erro grave, posto que, para além de servir de excelente campo de observações importantes para os próximos compromissos da série A2 em 2008, esta competição dá acesso aa Copa do Brasil ou ao Brasileiro da série C neste próximo ano. Por outro lado, a Ferroviária ostenta o galardão de último campeão da aludida copa e, como tal, deveria estar mostrando melhor desempenho.
 
 
                               1X2 ao União São João
 
              Qualquer desculpa, é certo, não se aplica,
              Que justifique este resultado:
              Perdemos outra vez, assim se explica
              E o torcedor fica “entupigaitado”.
 
              O palco foi Araras dessa “trica”
              Na qual o futebol apresentado,
              Da platéia deixou, assaz “nanica”,
              O humor inda mais “arreliado”.
 
              O goleiro falhou-nos outra vez,
              Que é guarda-redes nesta terra lusa,
              Deu “água pela barba”, insensatez,
 
              Em nossa vã defesa, e tão confusa;
              Meio campo não houve e, bem soez,
              A “linha” ainda mostrou-se mais obtusa.
 
              Obs. Entenda-se os termos assinalados entre aspas como gírias ou calões, com os seguintes significados:
 
                     Entupigaitado - perplexo
              Trica - briga de gente fraca
                     Nanica - ínfima
              Arreliado - indisposto
                     Agua pela barba - desespero
              Linha - conjunto de atacantes num jogo de futebol
 
 
              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              05/08/2007 
                 
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Thursday, August 2, 2007

 
 
                          2X2 ao Botafogo R.P.
                     (A Copa F.P.F. e o Futuro)
 
                          O Bota-Ferro instou-se por evento
                          De honesta disputa, e convincente,
                          Conquanto seja a todos evidente
                          A carencia dos clubes no momento.
 
                          Esta Copa, é preciso ter-se intento,
                          Desprezada não pode ser da gente
                          Que aspira a algo mais, se é ciente
                          Das sendas a que alvitra seguimenrto:
 
                          Para ajustar os times também serve,
                          Senão formá-los, para o Campeonato,
                          Que melhor sorte este lhes reserve.
 
                          Olhai, pois, que mandais, para este fato
                          Por que o futuro pouco não preserve
                          De suster nosso mor desiderato.
 
 
                                    Antonio Carneiro (Bélier)
                                    V.N.Gaia - Portugal
                                    02/08/2007 
 
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