Saturday, January 26, 2008

                          A página da AFE na Europa
                             (www.poemafeano.blog.com)

           
                                   Indômita epopéia

                Mais uma vez o nosso estimado adversário de Ribeirão Preto, a mansa pantera, nos proporciona rara alegria, ao deixar-se golear, como recentemente já sucedera, em pleno estádio Santa Cruz.
                   Desta vez foram quatro gols contra um, numa tarde em que certamente os deuses do futebol vestiram-se de grená, para gáudio de todos nós. Todavia, convém não embandeirarmos em arco pela façanha alcançada, absorvendo com humildade esta ótima notícia, cientes de que ainda vamos no dealbar da competiçao e muita água está por passar debaixo da ponte.
                   Por falar em ponte, o nosso Renato está a levar a Ponte Preta ao primeiro lugar no Paulistão, simplesmente acabando com os jogos, como fez na última quarta-feira, inclusive marcando todos os três gols da “Macaca”. Ora, porque será que a diretoria da AFE não segurou este notável jogador, que tanto nos podia ajudar neste tão difícil campeonato?
                   É mister, porém, saudar efusivamente o nosso grupo pelos dois últimos esplêndidos resultados, saboreando por uma semana inteira a grande alegria que nos proporcionaram, na expectativa de que, no próximo sábado, os nossos fervorosos adeptos encham a Fonte Luminosa para apoiá-los, de início a fim, mesmo que eventualmente as coisas não tendam logo a correr bem.
                   Em frente, salve a AFE!

                                4×1 ao Botafogo R.P.
                           (Indômita epopéia)

                           Pela “Setenta e nove”, eis de boléia
                           Que a “rádio da cidade” encadeou,
                           Nova vitória em campo alheio instou
                           De conhecer, indômita epopéia:

                           Pois, impusemos colossal taréia
                           Por quatro a um ao que se transformou
                           Em usual freguês e nos deixou
                           A louvos de euforia na platéia.

                           Do início mau, já nos recuperamos,
                           Mas é mister conter arroubos plenos
                           Para alcançar o alvo, porque vamos

                           Inda no início dos primos comenos
                           De uma missão difícil que, esperamos,
                           Seja vencida em todos os terrenos.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             26/01/2008
                

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Thursday, January 24, 2008

                              A página da AFE na Europa
                                 (www.poemafeano.blog.com)

                   
                                      Valeu o Éder

                   Os compromissos profissionais impediram-me de acompanhar o relato deste jogo que nos opunha ao São José, de que temos tão gratas recordações, desde os tempos gloriosos de nosso “marechal da vitória”, o inesquecível Aldo Comito, por cujo recente falecimento todos nós pranteamos, orando ao Pai que continue a iluminar o seu caminho, agora bem mais, na vida real. Lembro-me de sua presença numa partida contra o mesmo São José, de amistoso jaez, disputada no vale famoso, em que foi observar três jogadores que logo em seguida contratou: Baiano (lateral direito), Teodoro (Meio campista) e Zé Luís (atacante), os quais fizeram sucesso na Ferroviária deaquelas épocas.
                   O cenário, pois, não poderia ser melhor para a recuperação dos três pontos absurdamente perdidos no sábado passado; todavia, pelo que li, isto não seria possível sem a atuação magistral do nosso goleiro Éder, a quem eu mesmo - hei de dizê-lo - já fiz algumas restrições. Que assim continue, a dar consistência e confiança à nossa defesa, de que tanto dependemos.
                   E o perde-ganha se sucede, num campeonato dificílimo, no qual, pelo que começamos a ver, parece que ninguém se destaca muito: não há, em princípio, “bichos papões”.
                   Segue-se o “Bota-Ferro”, em Ribeirão. Sigamos até lá também, com esperançosa determinação.

                                 1×0 ao São José
                              (Valeu o Éder)

                     Caiu a “Águia do vale”, asas quebradas,
                         Pela Ferroviária ressurgida
                         De uma derrota ingrata concedida
                         Às hostes de um São Bento, tão mirradas;

                         E são as esperanças renovadas
                         Assim, de nossa insólita torcida
                         Cuja expressão magoada é tão sofrida
                         Quais mágoas foram tantas, já passadas:

                         Valeu-nos o goleiro, até que enfim,
                         Pois muito outros valeram contra nós:
                         No duro campeonato é mesmo assim…

                         E eis o “Bota-Ferro” logo após,
                         Não há paragens longas, outrossim
                         Em tal luta selvagem quão feroz.

                Antonio Carneiro (Bélier)
                V.N.Gaia - Portugal
                24/01/2008

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Sunday, January 20, 2008

 
                             A página da AFE na Europa
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                                         Colcha de retalhos

                  Já o Mestre divino há dois mil anos nos advertia, com etérea sabedoria, que não se deve costurar remendo novo em roupa velha, pois assim o rasgão acaba por alargar-se.
                     Pelas notícias que temos à distância e pelo relato que ouvimos, calha bem lembrar esta parábola ao constatar, com tristeza, que pouco se fez e pouco se há de esperar em favor deste time da Ferroviária, urdido a partir de uma base com setores frágeis, com a qual porém foi suficiente alvitre o lograr do apuramento para a divisão A2.
                     Sejamos realistas, já naquela altura o time não nos inspirava grandes otimismos.
                     Iniciada a Copa da F.P.F., era de esperar que um trabalho de bases sólidas fosse empreendido, conquanto já se soubesse que das categorias de base nada adviria. Erro, a meu ver, gravíssimo. Perdemos alguns dos melhores jogadores, outros foram contratados e o time converteu-se numa colcha de retalhos. Chegou até onde não era sequer esperado, todavia. E ao final da competição quase todos os novos atletas foram dispensados.
                     Para o campeonato, foi adotada a mesma estratégia, a diretoria - até com as melhores intenções - contratou quase dois times inteiros. E em asim, a colcha de retalhos velha foi remendada com novos panos.
                     Quanto ao jogo em si, parece que até não correu tão mal, menos pela virtude do nosso time do que pela fraqueza do adversário, o qual porém reforçou-se com um excelente goleiro. Que a meu ver, nós não temos e isto vale muito num campeonato como este. Ocorre, outrossim, que na única vez em que a defesa foi exigida, o nosso simpático, mas inexperiente e medíocre central André faz uma lambança. Penalty e pronto: lá se foi a vaca para o brejo. Ora, ficamos a imaginar, quando esta defesa for mais exigida, nos jogos em campo alheio, o que será que nos vai acontecer.
                      Não nos parece válido referir como atenuante o fato de o juiz mandar voltar o penalty convertido pelo Osni, que ele mesmo depois desperdiçou, também o gol anulado - que em outro campo qualquer não seria - nem mesmo a não escalação de jogadores cujo certificado internacional não chegara, porém é preciso dizer que estes detalhes também contam e devem ser cuidados com mais rigor. É que nunca somos beneficiados por qualquer decisão de terceiros, dentro ou fora de campo. Ainda há dias atrás remeteram o jogo do sub-vinte, da Copa São Paulo para Americana, quando o Rio Branco fora segundo em seu grupo e a Ferroviária primeiro no seu. Será que os regulamentos sempre favorecem os outros?
                      Resta esperar que os outros times sejam tão fracos como este São Bento, que entretanto arrebatou-nos os três pontos.

                                     0×1 ao São Bento
                               (Colcha de retalhos)

                           Pior início que este não se instasse
                                Que era previsto, pelo que se houvera
                                Por esperar, pois que esperar pudera
                                Haver, num tal contexto se esperasse:

                                Eis que de um time fraco bem se ousasse
                                O recompor em condição severa,
                                O remendar se desse na quimera
                                De dar-lhe a força com que não contasse.

                                Juízo parco? Mal pensar? E agora?
                                Será possivel construir morada
                                Já quando dela se careça embora?

                                Convém lembrar que é curta esta jornada,
                                Os erros pagam-se de escassa mora
                                E o prantear depois não leva a nada.

                   Antonio Carneiro (Bélier)
                   V.N.Gaia - Portugal
                   20/01/2008

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Sunday, January 13, 2008

                             A página da A.F.E. na Europa
                                        (www.poemafeano.blog.com)

                                      O dealbar da empreitada

                  Seria mais esperançoso se estivéssemos agora com uma base de time formada, a partir de um trabalho feito nas categorias de base do clube; todavia, bem sabemos que hoje em dia o futebol é comandado pelos interesses dos empresários, que detêm a maioria dos direitos dos jogadores. Os clubes, necessários para a exibição dos atletas em competição - sem eles os empresários não teriam o seu negócio - acabam por ser os mais prejudicados na história, porque acabam por promover todo o trabalho necessário à projeção dos mesmos para depois não exercer nenhum direito sobre eles. Resta-nos torcer para que o lote de jogadores contratados seja bem sucedido, capaz de formar um conjunto de gabarito suficiente para nos propiciar o acesso à divisão principal do Paulistão. E assim seja…

                                     O dealbar da empreitada
                                 (venha o São Bento…)

                                    De Sorocaba vem o adversário
                                    Que receber nos cabe com respeito
                                    E a cautela devida, que a despeito
                                    Da crença em nosso haver por corolário

                                    Da tradição e brio, o nosso erário
                                    De um passado de glória por efeito
                                    Que já nos deu de volta por direito
                                    Algum louvor perdido em tempo vário.

                                    Ânimo então e muita fé se instalem
                                    Ao dealbar desta nova empreitada
                                    Por que as idas conquistas bem se igualem

                                    Em lídimo jaez pela jornada
                                    Cujos caminhos percorrer nos valem
                                    Os píncaros lograr da caminhada.

                      Antonio Carneiro (Bélier)
                      V.N.Gaia - Portugal
                      13/01/2008
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Tuesday, January 1, 2008

                      A página da A.F.E. na Europa
                           (www.poemafeano.blog.com)

                                   Portas abertas

                           Abrem-se as portas deste novo ano
                           Que se hão de abrir de par em par decerto
                           Para deixar passar, de alvor desperto
                           O pavilhão grená, a audaz abano:

                           Eis que já lá se vai o desengano
                           A cada temporada tido certo
                           Para dar vez de vez ao descoberto
                           Novo eclodir de nosso humor ufano.

                           Que o próximo degrau já bem à frente
                           Na ação seja galgado, autoritária,
                           Para alcançar a elite concorrente,

                           E assim repor estirpe ilustre e vária
                           De acumular triunfos consequente.
                           Que seja um ano da Ferroviária!

                           Antonio Carneiro (Bélier)
                           V.N.Gaia - Portugal
                           01/01/2008

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