Thursday, March 13, 2008

                             A página da AFE na Europa
                                (www.poemafeano.blog.com)

                      Não foi famosa a noite de ontem na Fonte. Talvez um pouco para o limitado time do Monte Azul, tradicional adversário a nos impor respeito sempre, capaz de arrancar-nos dois pontos, depois de estar em desvantagem por duas vezes no marcador e de ter um jogador expulso em boa parte do jogo. Dir-se-á que o gol do alcunhado Tupã - que em assim não é o deus do Brasil, mas um jogador de sofrível qualidade - terá sido antecedido de falta, não marcada, sobre o nosso “player” Osni, todavia isso não serve por desculpa. Eis que o fato é que, em momentos cruciais ao longo de vários jogos, o grupo demonstra pouca confiança em suas próprias capacidades e deixa-se sufocar pelo adversário, sobretudo quando empata fora de casa ou quando está em vantagem tangencial nos jogos caseiros.
                      E neste contexto, pouca ambição demonstra e tal nos preocupa. É de lembrar que, no final da partida, mesmo depois de levar o gol de empate, foi um “deus nos acuda” em nossa defesa e, não foram o Eder e as traves amigas, teria o escândalo ocorrido sob os refletores da velha Fonte. E atenção, que vem aí um dos “bichos papões”, o sorocabano Atlético.
                      Aplica-se neste caso um adágio bem pertinente: “Quem não pode com o pote, não pega na rodilha.”

                                 2×2 ao Monte Azul
                            (Senda nublada)

                           Em circunstâncias tais não se admite,
                           Que em casa já não se admitiria
                           Para quem vôos altos mais teria
                           Almejado, empatar, nem se acredite,

                           Se um grupo quer se ver de outros na elite
                           Em meio, pouco se acostumaria
                           A ver-se sufocado na porfia
                           Onde vantagem traz de amplo limite.

                           Faltou, mais uma vez, a confiança
                           Eclipsada afinal da timidez
                           A nublar-nos a senda da esperança:

                           Pensar grande é mister de bom jaez,
                           Do vencedor alvitre que o avança
                           Às metas alcançar, uma por vez.

              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              13/03/2008

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