Saturday, April 26, 2008

                          A página da AFE na Europa
                                  (www.poemafeano.blog.com)

                                      Malas desfeitas

                     Com uma frase: “Ser difícil juntar quem não se ajunta” arrematamos o nosso soneto, alusivo a mais esta jornada, para nós a última a valer, eis que as duas próximas servirão apenas como cumprimento de compromissos agendados. Alguém poderá julgá-la enigmática, todavia para entender um pouco o contexto desta campanha da Ferroviária, penso que oportuna, até pelo seu posicionamento de último verso.
                 Ora, futebol é um jogo de conjunto. Assim como não adianta jogar com muitos atacantes, também não logra de bom proveito o time que reúne inúmeros defensores, quase mal comparando como a estacionar um ônibus à frente da baliza. O nosso Catanoce, a quem - diga-se - nada pode ser cobrado, entendeu que era mister retrancar o time, mas certamente não o pode ensaiar com esta filosofia de jogo. Também talvez não sabia que, mesmo os nossos defensores demonstraram ao longo do Campeonato que não têm lá grande qualidade, esbanjando-se em pífias comprometedoras. De cabeças de área (aqui ditos trincos), só temos um razoável, o Vagner, o qual hoje não pode jogar, castigado por cartões. Bem tentou, mas não teve sucesso e depois de levar dois gols (de bola parada) voltou atrás e, no segundo tempo, pode ver o conjunto afeano render mais porque voltou a jogar nos moldes em que estava mais ou menos treinado. Não foi o suficiente, pois as limitações voltaram a impor-se e o inevitável instou-se: outra derrota, a quarta seguida, o que representa uma invencibilidade ao contrário, nestes jogos das finais.
                 Lamentar agora de nada adianta, porém é preciso compreender que muitos erros foram cometidos, a começar pelas contratações mal feitas, sem critério, a configurar uma autêntica colcha de retalhos, como já referimos. Havemos até de louvar o fato de nos classificar para as finais, para o que não estávamos preparados, como se viu. Ao menos não ficamos na angústia do possível rebaixamento e isto já pode ser tido como positivo, se levarmos em consideração que subimos ano passado à A2, embora este contexto nada tenha a ver com as tradições gloriosas da Ferroviária.
                 Tornando à frase do derradeiro verso, mais uma vez é preciso dizer: o trabalho de montagem de um bom time, de um conjunto harmonioso em suas linhas é árduo e longo, depende de um bem pensado planejamento e só pode ser conduzido por gente competente. Não se junta quem não se ajunta e para os ajuntar urge trabalhar com afinco, mas também com inteligência.

                        1×2 ao Santo André
                         (Malas desfeitas)

                       As malas da viagem aviadas
                           Com cuidadosa empresa às pretendidas
                           Estâncias a alcançar, hoje são tidas
                           De desfazer em vias apressadas:

                           Nada mudou, mas todas são mudadas,
                           As esperanças baldas convertidas,
                           Na realidade, em lágrimas sentidas
                           Que nossa mágoa exibem, derramadas.

                           Em escalão menor permanecemos,
                           Outra lição a estudar se junta
                           A tantas de que já nos esquecemos…

                           Neste contexto, a óbvia pergunta:
                           Quando será, enfim que entenderemos
                           Ser difícil juntar quem não se ajunta?

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             26/04/2008
 

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Friday, April 25, 2008

                     A página da AFE na Europa

                             O Catanoce

               Afazeres profissionais impediram-nos de acompanhar o noticiário dos últimos dois dias e eis que hoje deparamos com a novidade: Contrataram o Catanoce para os últimos jogos (ou será para além?), em polêmica decisão, hábil de nos por um pouco espantados.
               Não conheço os detalhes de tal compromisso com este treinador, cujo nome denota uma transalpina origem, a qual sempre nos traz à memória aquele futebol cínico da “azurra”, onde existe (sempre existiu) uma escola de rígido esquema de marcação e rápido jaez no contra-ataque. Porém, isto sabemos, que nesta altura investir mais constitui-se em perdulário contexto. Será que temos jogadores para de repente absorver as lições de estilo de jogo tão disciplinado e que exige executantes de forte tendência para a marcação, a diminuir os espaços do adversário, como jamais eles souberam fazer ao longo da disputa?
              Augureamos ao novo “timoneiro” pleno sucesso nesta missão quase impossível de vencer os três últimos jogos e ascender à A1. Se o conseguir, serei o primeiro a admitir a minha falta de visão estratégica, porque, sinceramente, não acredito. E continuo dizendo: Tragam o Vilson Tadei para o projeto 2009!

                     
                              O Catanoce

                      Um novo treinador, o Catanoce,
                          Desce do monte anil onde atuava,
                          Qual nume a adejar em núvem cava
                          E, inesperadamente, toma posse.

                          Por mais que a nossa paciência endosse
                          Ações por nos tirar, esta almadrava,
                          Do fosso onde ficamos, bem deixava
                          Que em águas tais encomendada fosse.

                          Melhor pensar seria, a nosso ver,
                          A prazo mor, e atados por agora
                          À réstia que ficou, permanecer;

                          Eis que de tal contexto, sem demora,
                          Deduz-se, salvo engano, que este haver
                          Mostra-se perdulário, ousado embora.

          Antonio Carneiro (Bélier)
          V.N.Gaia - Portugal
          25/04/2008

                      

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Sunday, April 20, 2008

                          A página da AFE na Europa
                            (www.poemafeano.blog.com)

                                     O bombo da festa

                    Tristemente, a nossa Ferroviária arrasta-se no cortejo destas finais, fechando-o a cinco pontos de distância dos outros, curiosamente empatados a três no cume do pelotão. Sem ponto algum conseguido. Assemelha-se tal triste quadro a uma procissão em que a banda, por descompasso do ritmo marcado por sua bateria, fica para trás, bem longe do andor. Isto mostra claramente que temos um plantel medíocre, muito inferior aos daqueles, ainda por cima mal estruturado, sem padrão de jogo definido e que agora tende a desmotivar-se ainda mais porque o esperado milagre excede o dos cinco pães e dois peixes de há dois mil anos, caso alguém muito otimista ainda sonhe com a promoção. E pensar que esse plantel custou caro, foi tratado “a pão de ló”, com direito a pré-temporada em retiro digno de seleção brasileira, andou pelos melhores hotéis das cidades visitadas, enfim teve todo o desvelado amparo da direção do clube. Foi como um filho estragado pelos mimos paternais.
                   Resta agora repensar tudo isso. A meu ver, uma vassourada “evangélica” pode ser cogitada, porém é preciso muita cautela, posto que, se bem pensarmos, teria sido melhor manter aquela base do time da Copa FPF, fazendo-se um esforço para recambiar o Renato (afinal, penso que a despesa no fim ficou maior) do que desfazê-la como se desfez, para trazer toda essa “mulambada” (como diz o nosso amigo Fábio) paga a peso de ouro, que se mostrou inteiramente inútil. Outro aspecto que considero importante: nestas competições, um comprovadamente experiente e bom goleiro é indispensável. Não sei porque, conquanto à distância seja difícil avaliar, admiram tanto esse Tutti, que mais parece um ponta-esquerda: O Eder foi barrado por que? Ao que sei, saiu-se muito bem em muitos jogos, garantindo pontos preciosos. O Tutti, a meu ver, é inseguro e atabalhoado, até por anatômicas razões, incompatíveis com um “guarda-redes”. Ontem, apanhou com um peru como há muito não se via, mesmo nos mais lautos banquetes natalinos, na primeira bola que lhe foi atirada, quase do meio de campo. Ora…
                  Pelo que ouvi, até que ontem o time não foi mal, muito aguerrido, porém ficou retido nos limites de sua competência. Já dizia o Otto Glória: “sem ovos não há omeletes” e asim dominou o jogo, mas não venceu. Mal comparado, parece-se com o México nas Copas: Jogou como nunca e perdeu como sempre. Mesmo com o adversário reduzido a dez unidades por quase todo o segundo tempo, não foi capaz de vencê-lo, que este apresenta jogadores mais tarimbados e eficientes, a exemplo de seu tão rodado goleiro Neneca, de tantos passados carnavais. É ou não sintomático? Atenção, dirigentes…
                  Para completar o quadro das agruras, dois últimos aspectos: o “Fado” ingrato, das imortais poesias bocageanas e a arbitragem, que nunca, mas nunca mesmo nos favorece. Duas bolas às traves e um penalty no fim, conquanto seria muita pretensão ver um árbitro marcá-lo para que uma vitória de dois a zero de um time da grande São Paulo fosse convertida em empate nos últimos cinco minutos. Isto se um de nossos tão “competentes” jogadores não viesse a perdê-lo, como já nos acostumamos a ver.
                 Enfim, é o fim, como dizia a música da Cely Campelo, que os menos velhos não conhecerão. Urge planejar muito bem a próxima época, já. Sem espinhas, com juízo. E a nossa sugestão continua: Tragam o Vilson Tadei e dêem-lhe condições. Vejam o desempenho do “Elefante”. Se estivesse na A2, talvez andasse melhor do que nós…

                           1×2 ao Santo André
                           (O bombo da festa)

                           Em sorvedouro ignóbil de intenções
                           Alicerçadas mal nas estruturas,
                           Por vias de cruentas desventuras,
                           Vão fenecendo as nossa ilusões.

                           Carpindo as glebas más nas decisões
                           Das fracas hostes de suas molduras
                           Onde uma falsa imagem deu figuras
                           Agora expostas nas reais porções,

                           Arrasta tristemente a competência
                           Inócua, numa empresa assaz funesta
                           Ante a nossa pasmada impaciência,
    
                           A fechar um cortejo de que arresta
                           O ritmo, e de tal, por consequência,
                           No papel do infeliz bombo da festa.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             20/04/2008

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Friday, April 18, 2008

                         A página da AFE na Europa
                            (www.poemafeano.blog.com)

                          José Mourinho na AFE?

                Nesta altura, infelizmente, parece que as coisas estão arrumadas para nós. Como bem diz o amigo Paulo Vidal, só mesmo um milagre nos faz lograr o tão anelado acesso à A1. Cabe então, desde logo planejar o futuro, visando a não incidir nos mesmos erros, não obstante ainda estejamos, talvez como Portugal espera até hoje a vinda do rei D. Sebastião numa manhã de nevoeiro, que, estropiada e tão mal orientada, a equipe ainda vá brigar por três ou quatro vitórias consecutivas. Tudo é possível…
               Ora, nestes tempos o mais famoso treinador no desemprego é o laureado José Mourinho, aqui considerado quase como herói nacional. Destarte por justificá-lo, a campanha que levou o F.C. Porto a campeão europeu e depois o seu trabalho no Chelsea, que também o projetou às culminâncias da glória na velha Europa. Sinceramente, eu não ponho em causa o trabalho do sr. Mourinho: penso mesmo que é um excelente profissional, mas admirá-lo-ia muito mais se conseguisse, com os jogadores que temos na Ferroviária, levá-la ao menos aos patamares onde já esteve. Então, sim, eu lhe tirava o chapéu com humilhada reverência.
              Como a hora de trabalho do sr. Mourinho deve custar mais que o salário anual de um treinador no Brasil, este meu desejo é utópico, como é óbvio. Todavia, uma mais modesta e talvez viável e boa opção seria o Vilson Tadei, como já muitas vezes referi. Penso que este profissional, sendo-lhe dado tempo e estrutura para trabalhar desde já visando a próxima época, poderia desenvolver uma excelente gestão. Fica a sugestão…

                                Mourinho na AFE?

                        Aqui em Portugal é referência,
                             Dos treinadores o alvo, o cume, o céu;
                             Também na Inglaterra instou ciência
                             Hábil de lhe lograr áureo laurel;

                             Mas na AFE, se fosse tal fluência
                             Viável demonstrar em carrossel
                             De conquistas, então, por reverência
                             Eu bem lhe tiraria o meu chapéu.

                             Utópico jaez tal perspectiva,
                             Que desta é milionária estirpe a grei,
                             Por muito além de nossa expectativa,

                             Outro nome de há muito já citei
                             De quem se pode obter afirmativa
                             Gestão: o basilar Vilson Tadei.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             18/04/2008
                   

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Thursday, April 17, 2008

                      A página da AFE na Europa
                         (www.poemafeano.blog.com)

                         Noite de mau agouro

              Ao ouvir o relato do malfadado jogo de ontem, na chuvosa e fria madrugada lusa, escuridão fechada tal como o nosso horizonte atual, ocorreu-me de lembrar uma fábula de Phebo, intitulada “As rãs que queriam um rei”. Resumidamente é assim: “Uma comunidade de rãs vivia num lago, em paz e sossego, quando certo dia começou a preocupar-se porque não tinham um rei. O descontentamento cresceu entre elas e de tal modo que formaram uma comissão para ir ao deus Júpiter reclamar. Queriam ter um rei. O deus Júpiter perguntou-lhes (aos membros da comissão) se não viviam bem, em paz, sem rei. Para que querem um rei?
              Mas as rãs replicaram que todas as comunidades tinham um rei, menos a delas e insistiram no pedido. O deus Júpiter, já meio chateado, resolveu atendê-las, dizendo: Amanhã de manhã, no centro do lago, olhai e reverenciai o vosso rei. Eu lá o colocarei. Esperançosas, as rãs foram dormir e na manhã seguinte encontraram uma vara comprida, acimada de uma coroa, no centro do lago. Satisfeitas, passaram a reverenciar o rei assim obtido e assim foi durante alguns meses.
              Todavia, decorrido um tempo, algumas delas começaram a falar mal do rei: Este rei nada faz. Passa os dias imóvel no lago, nada responde ao que se lhe pergunta, não toma nenhuma iniciativa etc. Ora, cresceu o descontentamento com o rei e, com ele, as novas queixas: Este rei não serve. Queremos outro rei!
              Criado tal clima, muitas conversas sucederam e nova comissão foi formada para outra audiência com o deus Júpiter. E lá foram outra vez. Júpiter, já de “saco cheio” com as importunas rãs ainda ponderou: Que mal vos fez o rei? Ao que elas responderam; nem mal nem bem, o rei não serve para nada. Queremos, exigimos um novo rei. E tanto falaram e se queixaram que Júpiter determinou: Pois bem, amanhã de manhã, no lago, vos aparecerá um novo rei.
              Satisfeitas, as rãs dormiram naquela noite e, ao despertar, cuidaram logo de ver qual era o novo rei. Surpresa! Depararam com um crocodilo, que as devorou uma a uma.”
              Bem assim me lembrei porque, quando tínhamos o Édison Só como treinador, muitos se queixavam: Queremos outro! A mudança veio e o que vemos? Até o enjeitado cauteleiro Márcio Ribeiro vem nos lapar uma cacetada em plena Fonte Luminosa. Pode?

                           
                       0×2 ao União São João (Araras)
                            (Noite de mau agouro)

                               Mal parco sono o vate concilia
                               Do umbral as hostes vêm, agras, torvá-lo:
                               De corvos se ouve coro que, ao grasná-lo
                               Anima um mocho lúgubre, que pia:

                               Turvo expressar na madrugada fria
                               Faz-se sentir e sonho por torná-lo
                               Infausto pesadelo, que em sonhá-lo
                               Uma tristeza atroz induz o dia.

                               Prenúncio tal da Fonte instou aviso
                               Na noite de leteia escuridade,
                               Do nosso time exibição funesta

                               Que o falaz treinador, com pouco siso
                               Urdiu, que já nos põe com brevidade
                               Nas cãs, se outra repete igual a esta.

           Antonio Carneiro (Bélier)
           V.N.Gaia - Portugal
           17/04/2008

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Sunday, April 13, 2008

                        O Quinto Evangelho
                         (Didymos Thomas)

                      Sentença 4:

                  “Jesus disse: O homen idoso perguntará, nos seus dias, a uma criança de sete dias pelo lugar da vida - e ele viverá. Porque muitos primeiros serão últimos, e serão unificados.”

                         Diz a criança ao velho: Eu vim da vida,
                         Para onde tu retornarás em breve
                         E entro na vivência, em que se atreve
                         O mundo a seu viver dar-me guarida;

                         Abro o parêntesis que fechas, sida
                         Uma existência que com dor se escreve
                         No texto onde das almas se descreve
                         A figura por elas produzida:

                         Ser último ou primeiro, pouco importa,
                         Na escala do eterno o tempo finda,
                         Que já seu fundamento o não comporta,

                         Porém hás de vivenciar ainda
                         Para viver na vida que conforta
                         A essência de onde a vida te é provinda.

                Sucinto comentário:

             
                Uma das maiores dificuldades, senão a maior, para o ser humano, é compreender que a vida no plano físico representa apenas breve “parêntesis” de sua trajetória espiritual, isto é, uma das formas de sua verdadeira vida, no âmbito da espiritualidade. Em razão deste aparentemente simples detalhe, quando assim é representado, não consegue aceitar as provações que lhe advêm visando a elevar o plano de sua altura no aludido âmbito. Quando o conseguir, a vida física ser-lhe-á bem mais fácil e agradável de viver.

                Antonio Carneiro (Bélier)
                V.N.Gaia - Portugal
                13/04/2008

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Saturday, April 12, 2008

                        A página da AFE na Europa
                               (www.poemafeano.blog.com)

                          
                          Presente de grego

                  Em dia de aniversário, a Ferroviária foi brindada com um autêntico “presente de grego”, ofertado pelo limitado time do Botafogo de Ribeirão Preto, em seu (dele) estádio, iniciando assim da pior maneira a sua participação nas finais do Campeonato, hábeis de classificar quatro equipes para a primeira divisão.
                  É bem verdade que houve desfalques, nomeadamente o Anderson Carvalho, o Marcelo, o Wellington, mas isso não serve de desculpa nem justifica a pálida exibição do time, a nosso ver, à distância, mal escalado, eis que na circunstância não nos parece que o jogador Laerte pudesse ficar de fora. Todavia, muita treta agora de nada vai adiantar: perdemos feio e resta somente levantar a cabeça e disputar as próximas duas partidas, em casa, com um único objetivo: ganhar os seis pontos em jogo. Lembremos, por nosso consolo nesta tão natalícia como triste ocasião, que iniciamos a primeira fase a perder diante do São Bento e depois nos reabilitamos. Assim possa ser de novo, agora que o objetivo tão colimado está tão próximo, ainda que mais distante depois deste mal fadado jogo. Não há de ser nada.

                             1×4 ao Botafogo (R.P.)
                         (Presente de grego)

                          Foi de grego um presente, que ofertado
                          Do Botafogo pelo time em dia
                          De aniversário, eis parca regalia,
                          Que assim nos foi tão pouco regalado:

                          Nada deu certo, eis neste triste enfado
                          Entramos nas finais e não seria
                          O melhor de esperar nesta porfia
                          Tal que nos fora tão mal esperado.

                          Acreditar porém é necessário,
                          Que nos custe, depois da infausta luta
                          Para outro fado instar de teor vário

                          Em dias outros desta árdua labuta,
                          Pois inda pode advir, por corolário,
                          Algo melhor, de uma melhor conduta.

                Antonio Carneiro (Bélier)
                V.N.Gaia - Portugal
                12/04/2008

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Sunday, April 6, 2008

                        A página da AFE na Europa
                               (www.poemafeano.blog.com)

                                Cumprindo tabela…

                      Num dia em que as comunicações andaram comprometidas, tanto no que se referiu à transmissão via rádio da cidade como destes famigerados “servidores” cibernéticos, valeu mais uma boa vitória da nossa AFE ante o desesperado Bandeirante, conquanto o jogo para nós representasse apenas um mero cumprimento de tabela.
                     Ao que se pode saber, a Ferroviária atuou muito mal no primeiro tempo, mas redimiu-se no segundo, talvez auxiliada pelo nervosismo do adversário, para quem não deve faltar uma palavra de apreço e consolo, com bons augúreos para futuras etapas. Desse fel que agora experimenta nós já nos servimos à farta por longos anos. São dissabores que, sinceramente, não desejamos para ninguém. Vencemos com brilhantismo, após duas desvantagens no marcador, para uma “virada” em 3X2.
                     Resta agora aguardar os jogos finais, já a partir do próximo fim de semana, quando vamos a Ribeirão Preto enfrentar o Botafogo. Bom prenúncio, pois ultimamente temos sempre vencido este tradicional rival. O time, há de se referir, está tendo todo o apoio da diretoria, concentrando-se inclusive em aprazível centro de estágios na localidade de Cedral, dos mais modernos do país. Ótimo que assim seja, pois desde há muito estamos todos na expectativa de ver o nosso querido clube entre os grandes de São Paulo e do Brasil, não fora este o lugar que ocupou por largos anos. A hora é esta! Avante, Ferroviária! Rumo à A1!

                                     3×2 ao Bandeirante (Birigui)
                                    (Cumprindo tabela)

                                      Para cumprir tabela em Birigui
                                      O time foi jogar já apurado
                                      Para as finais, eis quando acidulado
                                      Bem mais será o compromisso em si:

                                      Meio relato não chegou aqui
                                      Do jogo, por haver algo falhado
                                      Na transmissão, que nos passou ao lado,
                                      Em contexto de pouco frenesi.

                                      Vencer, porém, deu-nos um bom moral,
                                      Pondo em despromoção o Bandeirante,
                                      Numa virada assaz excepcional.

                                      O resultado assim foi importante
                                      E resta agora unir para afinal
                                      Lograr a A1: Ferroviária, avante!

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             06/04/2008
         

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Saturday, April 5, 2008

                              O Quinto Evangelho
                                (Didymos Thomas)

                    Sentença 3

             “Jesus disse: Se vossos guias vos disserem: o Reino está no céu, então as aves vos precederam;
o Reino está no mar, então os peixes vos precederam. Mas o Reino está dentro de vós, e também fora de vós. Se vos conhecerdes, sereis conhecidos e sabereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis em pobreza, e vós mesmos sereis essa pobreza.”

                       No céu de anil está, que nos encima
                       E no mar de aparência sedutora
                       O Ser de onipotência criadora
                       Que o Universo alberga e o sublima.

                       Destarte, em nós também, soberba estima
                       Que só o amor concebe, qual não fora
                       De obra assim a essência construtora
                       Hábil de dar-se a tudo que colima:

                       Tesouro imenso, pois, em nós presente,
                       Há que o buscar na graça e singeleza
                       Do auto-conhecer-se interiormente,

                       Por não cuidar que em posse da riqueza
                       Vivamos na pobreza intensamente
                       Até nos converter em tal pobreza.

               Sucinto comentário:

               Vivemos numa época em que o avanço tecnológico catapulta o homem a buscar com grande entusiasmo as respostas às suas dúvidas, sempre no exterior do próprio ser. Colima conquistar o espaço infinito (à falta de melhor epíteto), ignorando, todavia, que os passos que dá são infinitesimais diante da colossal grandeza que cobiça alcançar e, sobretudo, que o infinito (tal como hoje o podemos conceber, tenuamente) está contido em cada espaço, por menor que seja. Por este simples raciocínio matemático, é bem mais fácil entender que o Criador, tal como todo o seu criado, o Cosmo Universal, está em toda a parte, portanto dentro de cada um de nós. Rico é aquele que o consegue conscientizar, que vive o seu Cristo interno, hábil de o conduzir à sua real essência. Tal como afirmava Jesus: “Eu e o Pai somos um.”

              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              05/04/2008
                    

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