Friday, May 30, 2008

                                   ELVIS,
                        Avatar Mensageiro

                        O crebo som tarólico marcava
                        Ao pego escuro a lúgubre passada
                        Da humanidade absorta, macerada
                        Das próprias culpas com que se afinfava;

                        Do mundo em cinzas do progresso instava
                        Por relembrar com lágrimas, prostrada
                        Na angústia de perder conquista cada
                        Que em seu poder intrínseca julgava.

                        Mas eis! Maviosa voz prcede a luz
                        Que de repente o báratro clareia
                        E para um novo orbe os bons conduz:

                        “How great thou art”, é Elvis quem vozeia,
                        Pavez sublime às trevas, e seduz
                        A quem a ouve e dela se norteia.

                                            II

                        Prenunciando a volta do Messias
                        Por tanto já dos justos ansiada
                        Tão, se há de ouvir, de novo, inigualada
                        Numa canção de etéreas harmonias

                        A voz do Avatar que a nossos dias
                        Mensagem singular legou gravada
                        Em páginas sublimes cuja grada
                        Versão lhes excedeu as melodias.

                        Preludiarão trombetas tal ensejo
                        Do Apocalipse férreo precedido
                        Que irá banir da Terra o vil almejo

                        Para instalar-lhe o Reino sucedido
                        De paz e amor por divinal cotejo
                        Do almo céu que o Cristo há prometido.

            Antonio Carneiro (Bélier)
            V.N.Gaia - Portugal
            30/05/2008
                       

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Sunday, May 25, 2008

                            A página da AFE na Europa
                               (www.poemafeano.blog.com)

                                     
                                      A volta de Edison Só

                      Luís Felipe Scolari, o conhecido Felipão, não é nem nunca foi um técnico de futebol com notáveis conhecimentos estratégicos. Entretanto, poucos terão em seu Curriculum metade das suas conquistas, vincadas em honestos e eficientes parâmetros. Com efeito, após brilhante trajetória em clubes do Brasil, elevou-se ao plano internacional, mesmo bem antes de levar o “escrete” ao penta-campeonato mundial em 2002. Um ano após, arribou por estas terras lusas e, em pouco tempo conseguiu impor-se com as suas atitudes firmes, mas também eivadas de uma certa demagogia - no bom sentido - hábeis de fazer-se entender pelo “pagode” (como aqui se diz). Começou logo por barrar o Victor Baía, a exemplo do que fizera no Brasil com o Romário, armando-se destarte uma tremenda polêmica Porto X Lisboa, da qual soube tirar o melhor proveito para afirmar-se como lider do grupo.
                      Muito bem soube gerir outros episódios, a ponto de até mesmo despertar no povo português algo do sentimento nacionalista, talvez da própria saga heróica dos antigos navegantes, logrando fazer a “malta” adornar as janelas com bandeiras rubro-verdes, vir cantar às ruas atrás do auto-carro de seus ídolos futebolistas, dançar com alegria ao invés de carpir o fado, como soía de fazer ao apanágio das agruras do dia a dia, esquecer os políticos - que também disso assaz se aproveitaram, como é lógico - e assim, para além de unir o seu grupo de atletas, também uniu o povo, com as exceções que confirmam esta regra, em torno da seleção de Portugal.
                      De tudo isso, resulta que, já por aqui há cinco anos, milionário, famoso, estimado e prestigiado por quase todos, pode acrescer em seu “dossier” o vice-campeonato europeu em 2004 e o quarto lugar honroso no Mundial de 2006, de tão triste menória para nós, brasileiros.
                      Guardadas as devidas proporções, podemos cotejar o Felipão com o nosso Edison Só. Como aquele, logrou conquistar a Copa da FPF e subir à divisão A2, à custa de um trabalho honesto e profícuo, não o podemos negar. Todavia, não se pode dizer que reuniu, mesmo com os seus sucessos, em torno de si a confiança e o apoio irrestrito de seu grupo, e muito menos o respaldo da “galera” às suas opções. Não raro, teve de ouvir desagradáveis desaforos no campo de jogo, conquanto injusto jaez se haja de apor a tal evento, eis que o público - e o nosso ainda mais - é exigente e esquecido do que foi bom diante de algo ruim.
                       Adelgaçando estas e outras considerações aqui não expostas, entre as quais o famoso caso da “barração” do goleiro Eder pelo pitoresco e frangueiro Tutti, ao lado de contratações que teriam sido feitas de jogadores à sua revelia e de sua sempre titubeante palavra nas entrevistas que pudemos ouvir, insta-nos concluir que falta, salvo melhor juízo, ao prezado e competente Edison Só o que sobra no Felipão: voz de comando, qualidade de liderança. Enquanto aqui o Felipão mantém o Ricardo, que é reserva no Bétis de Sevilha, como goleiro da seleção, quando é sabido que outros há em melhor forma - e se alguém fala, logo se cala ou é calado por dois ou três - a maioria dos nossos adeptos não perdoa o treinador pelo caso Eder. Se amanhã o técnico quizer, por justificadas razões, trocar de novo um pelo outro (no futebol as coisas mudam), quando alguém falar, dois ou três não o rebaterão, mas hão de atear mais fogo à lenha. Que confiança terá o já desconfiado Tutti? Que segurança, o espicaçado Só?
                       Tivesse ocorrido a volta do Edison Só depois de um tempo considerável, quando a “poeira já se houvesse assentado”, para um trabalho menos ligado ao anterior, concordaria eu plenamente. Nesta altura, penso que não foi uma boa opção. E continuo a dizer: se quizessem trazer alguém de Lins, que fosse não o que lá nasceu, mas o que lá está, montado no Elefante: o basilar Vilson Tadei.

                                A volta de Edison Só

                      Regressa, a curto espaço assaz volvido,
                          De antigas lides, nosso comandante
                          Que de conquistas já nos pôs diante
                          Por molde a que jamais seja esquecido;

                          Porém ainda nos é bem revivido
                          O que demais recente se deu ante
                          O seu comando algo titubeante
                          Quando tudo ao final se fez perdido.

                          Ninguém contesta o supra-assinalado
                          Sem discorrer em voz de escasso siso,
                          Que oposta às evidências de seu grado,

                          Mas se, também de Lins, viesse aviso:
                          Vilson Tadei seria, contratado,
                          Uma melhor opção, a meu juízo.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             25/05/2008
 
      

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Thursday, May 22, 2008

                             O Quinto Evangelho
                             (Didymmos Thomas)

                   Sentença 6:

                       “Perguntaram os discípulos a Jesus: Queres que jejuemos? Como devemos orar? Como dar esmola? E quais os alimentos que devemos tomar?
                       Respondeu Jesus: Não mintais a vós mesmos, e não façais o que é odioso! Porquanto todas estas coisas são manifestas diante do céu. Não há nada oculto que não seja manifestado, e não há nada velado que, por fim, não seja revelado.”

                       Não faz impuro o homem o que ingere,
                       Mas o que dele sai, dos quintos fundos
                       Onde seus sentimentos mais profundos
                       Conferem-lhe valor que o confere;

                       Nem de orações extensas muito espere
                       Quanto a solver seus males mais jocundos
                       Sem ter intentos justos quão fecundos
                       Que um reto conduzir sincero aufere.

                       Ações externas, que assaz louvadas
                       De nada valem com real jaez
                       Quando em sincero alvitre não calcadas,

                       Porque da hipocrisia a insensatez
                       E a vã mentira serão reveladas,
                       Que nada o não será, por sua vez.

                       Sucinto comentário:

                       Por muito preocupar-se com fatores externos, tais como a alimentação do corpo, o modo de orar a Deus, a necessidade do jejum e de modo geral a reputação de que desfruta diante dos outros, esquece o homem de cuidar de seu ser real, o Eu, que no fundo lhe comanda as ações, por consequência de suas reais intenções. Por corolário, surge-lhe a hipocrisia como fator fulcral de sua convivência com os demais e disto resultam muitas das incongruências do mundo: falsos juízos, promessas vãs, ilusões mal fadadas e tudo o mais que a “anti-ética”, digamos, do mau proceder conferem.
                       Despido da capa de seu ego material, revela-se o ser real e este muitas vezes, ao ver-se nu diante da realidade, corre a ocultar-se nas trevas que assim o defendem da própria vergonha.

              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              22/05/2008

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Thursday, May 15, 2008

                        O Quinto Evangelho
                         (Didymos Thomas)

             Sentença 5:

               “Disse Jesus: Conhece o que está ante os teus olhos - e o que é oculto te será revelado; porque nada é oculto que não seja manifestado.”

                Revela a realidade a Natureza
                Que o ser profano vê, mas não conhece,
                Porque de olhos dois se desvanece
                A real visão de que um só dá certeza.

                É que da intuição na singeleza
                Não deu de si e assim porque não desse
                O virtual do mundo permanece
                A ver de habitual parca clareza;

                Porém quando se faz iniciado
                De conhecer o espaço que o rodeia
                Por intuir o próprio interno grado,

                Ao deixar-se invadir do que o permeia,
                O oculto faz-se todo realizado,
                Que já de seu jaez o saboreia.

                Sucinto comentário:

                Quando o homem, nas vidas sucessivas que percorre por este mundo, habitua-se a enxergar apenas a Natureza que o rodeia, com seus dois olhos materiais, isola-se no egoismo de sua visão atrofiada, considerando-se um ser separado de tudo e de todos. Um dia porém há de surgir em que, ao avaliar melhor a sua presença no orbe, com o olho de sua intuição cósmica, sentir-se-á diversificado, parte de um todo que o cerca e assim tornar-se-á uno com o Criador, vindo assim a sentir o que vê e também o que lhe era oculto.

               Antonio Carneiro (Bélier)
               V:N:Gaia - Portugal
               15/05/2008

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                          O Quinto Evangelho
                           (Didymos Thomas)

                     Sentença 5:

              “Disse Jesus: Conhece o que está ante teus olhos - e o que é oculto te será revelado; porque nada é oculto que não seja manifestado.”

              Revela a realidade a Natureza
              Que o ser profano vê, mas não conhece,
              Porque de olhos dois se desvanece
              A real visão de que um só dá certeza.

              É que da intuição na singeleza
              Não deu de si e assim porque não desse
              O virtual do mundo permanece
              A ver, de habitual parca clareza;

              Porém quando se faz iniciado
              De conhecer o espaço que o rodeia
              Por intuir o próprio interno grado,

              Ao deixar-se invadir do que o permeia,
              O oculto faz-se todo revelado,
              Que já de seu jaez o saboreia.

             Sucinto comentário:

             Muitas vidas são dadas para viver ao homem sem que este perceba porque vive, de onde vem e para onde vai, na sucessão monótona dos renascimentos, neste mundo e eventualmente em outros. Há sempre porém de vir um dia em que, por analisar inicialmente e depois intuir sobre o que o rodeia, conclui o homem que é parte de um todo, sem o qual não existiria. Destarte, a idéia do individualismo egoista começa a perder terreno para o altruismo abrangente, capaz de alavancar o seu evolvimento como entidade espiritual. Segue-se a fase bem mais acelerada da iniciação, em que, por sentir-se diversificado em todas as espécies que com ele também evoluem, unifica-se com o Criador para conscientizar-se de sua real natureza.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             15/05/2008
           

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Sunday, May 11, 2008

                                  Liz I

                       Eu te cantei, embora não soubesse
                       “As long as I have you”, se me escutavas,
                       E, a medo de escutar-me, não contavas
                      Que a conter de me ouvires estivesse;

                      E mais cantei por que iludir pudesse
                      O teu ouvir, que assim não reparavas
                      Que era por ti meu canto e, pois, não davas
                      Por tanto amor que tanto eu te tivesse:

                      Destarte, em recitais de voz magoada
                      Deixei gravado este almo sentimento
                      Por nosso prédio de parede cada,

                      Eis que o viver não tive do momento
                      Em que ao acaso via-te chegada
                      Para de perto ouvir o meu lamento.

                                     Liz II

                      Adentrarei do “G.I.Blues” um dia
                      Ao mundo airoso para ver-te ainda
                      Uma vez mais, esbelta, ágil, linda,
                      À sombra da janela, e fugidia,

                      Para roubar-te um beijo, em ousadia
                      De que furtei-me quando era advinda
                      A ocasião neste viver, e vinda
                      Para ficar envolta em nostalgia;

                      Porque neste orbe o Elvis nos desfaz
                      Das más memórias vãs as vãs tristezas
                      E recompõe tudo que nos compraz!

                      De “Pocketful of rainbow” nas belezas
                      Mergulho então faremos para a paz
                      Usufruir de todas as riquezas.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             11/05/2008
                
                    

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Sunday, May 4, 2008

                         A página da AFE na Europa
                           (www.poemafeano.blog.com)

                                     Travosa goleada

                         Com uniforme alternativo, branco, a Ferroviária jogou ontem o que não jogou em nenhuma das outras partidas das finais, dando assim uma alegria frustrante, travosa aos seus adeptos. Que houve, afinal? Como se viu, o Botafogo tem um time inferior ao nosso, o Santo André, um plantel envelhecido que se encolhe todo no segundo tempo dos jogos, o União São João é limitadíssimo, ainda mais pelo conhecido cauteleiro de tão má memória; ou seja: teoricamente, chegaríamos na pior das hipóteses em segundo, aptos a subir, como era esperado e ansiado por todos, todavia, estamos no final a amargar a lanterna, consolados inconsolavelmente por uma goleada imposta no último jogo a um time medíocre, muito inferior ao nosso.
                    Resta agora raciocinar com muita cautela, visando a preparar um futuro mais ameno. Não sou apologista da vassourada geral, pois penso que o time futuro pode ter alguns alicerces mantidos deste grupo, o qual não nos levou ao objetivo colimado, mas, havemos de convir, demonstrou que tinha condições de o fazer. Desmontá-lo por completo seria, a meu ver, jogar com o imponderável, deixar aos azares do fado a condução de uma situação que pode ser inteligentemente gerida. Destarte, há no elenco alguns atletas que, mantidos, podem assegurar uma apreciável “espinha dorsal”. Tais são os casos do Eder e do Fábio Duarte, este prejudicado por contusão, mas preterido quando se recuperou e é muito melhor do que qualquer outro lateral do elenco; aquele, injustamente barrado pelo pitoresco e ineficaz Tutti; do Marcel, que tem evoluido, do Vagner, do Cascata, do Osni talvez, para além dos novos, Laerte, Guilherme, Paulo Henrique, Robinson, Guilherme Alves e talvez ainda outros de que me tenha esquecido. Quanto ao Catanoce (mama mia…), embora pense eu que o Vilson Tadei seria uma melhor opção, pelo que já demonstrou várias vezes, não se pode negar que fez um bom trabalho, talvez até mais psicológico do que técnico-tático, eis que para tanto nem de tempo dispôs. Parece que se adaptou bem e já mostrou pelo menos que sabe escalar e mexer melhor no time do que os outros. Precisa, porém, se permanecer, de condições de trabalho e apoio, também dos adeptos, que devem ter paciência, sobretudo na fase dos ajustes iniciais.
                  Vem aí a Copa da FPF, que pode nos guindar à divisão C do Nacional, prêmio do segundo colocado que, a meu juízo, é bem melhor do que o do primeiro, pois ir à Copa Brasil lutar com os tubarões resulta em lá fazer dois jogos e sair, como já vimos. Será uma ótima ocasião para afinar esta banda definitivamente, a fim de que nos possa brindar sempre com concertos como o que ontem pudemos ouvir e aplaudir, conquanto com entristecido ânimo.

                                  4×1 ao Botafogo (R.P.)
                              (Travosa goleada)

                                 Travosa foi a goleada imposta,
                                 Qual doce fruto deixa, por travar,
                                 Na boca a sensação de mal estar
                                 Quando, em apreciá-lo, se o desgosta.

                                 Uma alegria dúbia, mal disposta,
                                 Que favorece a dúvida ao deixar
                                 De um grupo havido o de soslaio olhar
                                 Para cujo porvir custa a resposta:

                                 Mantê-lo todo não dá garantias,
                                 Pois claras já vincou suas fraquezas
                                 Por várias vezes em idas porfias;

                                 O desmontá-lo é crer nas incertezas
                                 Que sempre, ou quase, dão às tortas vias
                                 Cheias de imponderáveis sutilezas.

              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              04/05/2008
     

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Thursday, May 1, 2008

                          A página da AFE na Europa
                            (www.poemafeano.blog.com)

                                    Ave, Eder…

                Há dias atrás, escrevemos um comentário, onde por irônico jaez insinuamos a hipótese de o treinador José Mourinho ser contratado pela AFE. A título de complemento dizíamos então que talvez uma hora de salário desses monstros que o futebol sagrou valesse por um ano do de nossos treinadores. Bem entendido um certo exagero, vim agora, por corroborar este alvitre, a saber que o nosso tão mal sucedido Ferreirão terá recebido 150 mil reais pela sua participação meteórica à frente do nosso plantel, conduzindo-o, nas finais, a duas derrotas humilhantes, isto depois de gozar um período de “merecidas” férias em estância balnear.
               Isto faz-me voltar atrás na afirmada opinião. Penso que até o Mourinho aceitaria um convite desses, uma fortuna por alguns dias, entremeados de retiro regado a pão de ló. E seria um melhor negócio, pelo que representaria tal contexto em termos de “marketing” internacional. Fica a idéia para futuras contratações de treinadores por nossa arguta diretoria.
               Ontem, em jogo “a feijões”, como se diz por aqui, eis que para nós nada valia, mais outro erro foi evidenciado. Destarte, como já assinalamos na ocasião, não se entendia porque o Eder fora barrado pelo atabalhoado Tutti, nos primeiros jogos das finais, e mesmo dois  antes. Inseguro e trapalhão, até por suas anatômicas características, este sempre demonstrou ser inferior àquele e isto transparecia até mesmo para quem, como eu, sabia das coisas por informações e imagens obtidas à distância. Ora, não fosse o Eder neste referido embate e não teríamos obtido o nosso único ponto - o de honra - nesta competição.
               Embalde tudo isso, já estamos à espera que mandem o Eder embora e fiquem com o Tutti para 2009. Não seria surpresa nenhuma, conquanto sempre estejamos na expectativa de que a nossa opinião pessimista esteja errada. O pior é que nunca tem sido…

                          
                              0×0 ao União São João (Araras)
                                       (Ave, Eder…)

                                     Escasso ponto a modo escarmentado
                                     De positivo foi o conseguido
                                     Até então, nestas finais, que hão sido
                                     Que o de pior podia ser pensado:

                                     Valeu-nos, para tal, que foi barrado,
                                     O Eder, onde muito instou sentido,
                                     Em jogos, seu vigor esclarecido
                                     Faltar, por parecer equivocado.

                                     Consolidando assim sua presença
                                     No último lugar do grupo inscrito
                                     Onde se fez, por regular avença,

                                     O nosso clube deixa assim escrito
                                     Em página vulgar de má sentença
                                     O seu percurso, a trôpego conflito.

               Antonio Carneiro (Bélier)
               V.N.Gaia - Portugal
               01/05/2008
           

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