Sunday, September 28, 2008

                               A PÁGINA DA AFE NA EUROPA
                                  (www.poemafeano.blog.com)

                                    Em ditirambo estilo

                Não valerá a pena estarmos a gastar muitos argumentos com este abominável grupo que representa hoje, de forma vergonhosa, as tradições da nossa AFE, resfolegando-se pelos gramados em triste digressão por esta copa dita paulista, na qual, como já tanto se disse, deveria estar tentando armar-se devidamente para os compromissos futuros de maior responsabilidade.
               Para além de nada mostrar de positivo em suas prestações, os nossos jogadores, mimados com mordomias que os outros não possuem, sequer demonstram ter qualquer brio profissional capaz de os favorecer por um juízo de mais brando rigor. E com este, são sete jogos sem vitória, uma invejável invencibilidade ao contrário. Penso que já chega. Este treinador e seu grupo, a meu ver, não demonstram qulquer aptidão para nos levar a lugar nenhum, senão ao cemitério, onde haveremos de presenciar o próprio funeral, como fazem alguns espíritos desencarnados. Em sua homenagem, o mote do dia vai em ditirambo estilo.
              Será tão difícil contratar o Vilson Tadei?

                                  1X2 à Francana
                              (Em ditirambo estilo)

                   Ao crebo toque de um tarol sombrio,
                   Em ditirambo mote, enegrecido
                   Com ludro de cipestre fornecido
                   Pelo cantor da arenga, fugidio,

                   Segue este nosso grupo em pleno estio
                   De uma manhã de Franca, tão perdido
                   Que já de seu destino o fim devido
                   Pode-se imaginar, sem mui desvio.

                   À frente o condutor, mais cego ainda
                   Que os conduzidos, farta-se de errar
                   Nas ordens que transmite e não se finda

                   De quantas pífias mais justificar
                   À direção que manda e não deslinda
                   O que é tão fácil, vê-se, de mandar.

                   Antonio Carneiro (Bélier)
                   V.N.Gaia - Portugal
                   28/09/2008

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                               O QUINTO EVANGELHO
                                     (Didymus Thomas)

                       Sentença 13

            Disse Jesus a seus discípulos: Comparai-me e dizei-me com quem me pareço eu. Respondeu Simão Pedro: Tu és semelhante a um anjo justo. Disse Mateus: Tu és semelhante a um homem sábio e compreensivo. Respondeu Tomé: Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante. Replicou-lhe Jesus: Eu não sou teu mestre, porque tu bebeste da fonte borbulhante que te ofereci e nela te inebriaste.

                     Não pode comparar-se o que é divino
                     Com o que humano inda se mostra ao mundo,
                     Heterogêneas coisas tais que ao fundo
                     Nada assemelham de atual destino.

                     Falar então deste cotejo indino
                     É, pois, de crédito menos profundo
                     Do que calar pelo saber oriundo
                     Da intuição, de alvitre mais supino;

                     E quem intui decerto não carece
                     De ter lições, pois sabe, é confiante,
                     Tem consciência de que nunca esquece:

                     Na fonte do saber, inebriante,
                     Fartou-se, que do Cristo água fornece!
                     Jamais sede terá daí por diante.

             Sucinto comentário:

             Qualquer comparação requer algum parâmetro ou paradigma por modelo. Neste contexto, impõe algum característico intelectivo ou sequencial: faz parte do âmbito conhecer e limita-se por não considerar o saber, que define espaços de simultaneidade, muito mais amplos. Como já dizia um grande amigo meu, no Brasil, o comandante Gama, o conhecer é da ciência; o saber, da sapiência. Destarte, quando as coisas transcendem o limite de uma compreensão intelectiva, mais vale calar, até porque a linguagem está também circunscrita no pequeno espaço do conhecimento das vicissitudes humanas. Quem vê, sabe, por isso cala-se;  quem fala, não se cala porque não vê e decerto não sabe. Certamente, tantos desastres se evitariam no mundo por causa de tanta falácia inútil.

           Antonio Carneiro (Bélier)
           V.N.Gaia - Portugal
           28/09/2008

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Sunday, September 21, 2008

                             A página da AFE na Europa
                            (www.poemafeano.blog.com)

                                   The edge of reality

                  O título acimado, Esquina da realidade, pertence a uma notável canção do grande Elvis Presley, o arauto da apocalíptica mensagem final, e bem se aplica à trajetória do nosso time nesta copa de parco valor, mas que serviria certamente para um excelente campo de ajuste visando a futuros compromissos mais sérios. Eis que, percorrido o caminho já nesta reta final, sob o comando do nosso guia, o inspirado sr. Edison Só, vemo-nos diante de uma esquina: é sem dúvida a esquina da realidade.
                 Já dizia Jesus Cristo há mais de dois mil anos que um guia cego quando conduz outros cegos, o desastre é inevitável: todos caem na cova. Ora, por mais que queiramos recordar alguns êxitos deste senhor à frente do nosso grupo de jogadores, que me perdoem os bons amigos que tanto o consideram, é patente que quando “algo mais” é necessário o treinador naufraga sempre. Impõe-se apenas quando os outros andam mal, ou porque ainda não se armaram ou porque estão em crise. Ontem, ao final do jogo, ouvi-o dizer ao microfone da “rádio da cidade” que a exibição do time foi a melhor possível, talvez de todo o torneio. Ora, nós, que já estávamos chateados por aturar aquela “mesmisse” da monótona transmissão, nas horas tardias que o fuso impõe, nem quisemos ouvir mais nada: toca a dormir, quiçá para sonhar com os velhos tempos (que não voltam de jeito nenhum, arre…).
                O sr Só, que já devia estar só há muito tempo, talvez quisesse referir-se ao aparente domínio, traduzido pela maior posse de bola da Ferroviária, fato lógico até porque jogava em sua casa, pela primeira vez, embora em estádio alternativo, o Cândido de Barros, que pudemos conhecer externamente quando de nossa última visita a Araraquara. Queria talvez jogar areia aos olhos do torcedor para safar-se, torcedor que compareceu a prestigiar o evento como não é muito comum, talvez também por causa da inauguração deste recinto esportivo tão agradável.
               Foi-se o tempo porém em que os adeptos deixavam-se iludir com parvoices tais: sabem eles muito bem que um conjunto de futebol só pode mostrar o que vale pela sua eficiência, como fez o Botafogo. Em dois ou três lances de ataque marcou dois gols, enquanto a Ferroviária andou a rodear a sua bem estruturada defesa o tempo quase todo para marcar um, em remate, ao que pude ouvir, de média distância. Com efeito, podemos concluir que temos uma defesa de advogados da porta de xadrez, uma linha média de armandinhos sem nenhuma cultura tática e um ataque de riso. Um bando de cegos guiado por um guia técnico também cego. Que podemos esperar?
              Por que não contratam o Vilson Tadei?

                                       1×2 ao Botafogo (R.P.)
                                        (The edge of reality)

                             Foi mais do mesmo em noite reprisado
                             Na qual de volta a casa, alternativo
                             Estádio, pouco instou de positivo
                             Do que de ver ao torcedor foi dado:

                             Um time fraco, de incapaz cuidado
                             No seu vulgar sistema defensivo
                             Que cede a qualquer clã mais ofensivo
                             Hábil de exigir-lhe algum vogado;

                             Medíocre, a linha média nada cria
                             E um ataque de tão pouco siso
                             Que mais parece ataque, mas de riso.

                             Por fim, o treinador que tudo via
                             Do que fez mal, inda se vangloria
                             Da bela exibição, em seu juízo…

                 Antonio Carneiro (Bélier)
                 V.N.Gaia - Portugal
                 21/09/2008

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Wednesday, September 17, 2008

                                  A página da AFE na Europa
                                  
(www.poemafeano.blog.com)

 
                                         1×1 ao Catanduvense
                                           (E lá vão cinco…)

                                  E vão lá cinco jogos sem vitória,
                                  O quinto, jogo insosso hoje jogado,
                                  Em sucessão de muito escasso grado
                                  Que nada enfim adita à nossa história.

                                  Sabemos bem que insta em parca glória
                                  Esta copa de núcleo esvaziado,
                                  Porém para o futuro há de ser dado
                                  Olhar, pois bem nos cabem na memória

                                  Outras famosas pífias ocorridas
                                  Quando a correr o time foi composto
                                  Para atender do campeonato as lidas:

                                  Este atual não nos parece imposto
                                  Às batalhas que irão ser sucedidas
                                  Em arenas de maior gládio oposto.

                 Antonio Carneiro (Bélier)
                 V.N.Gaia - Portugal
                 17/09/2008

                  

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Sunday, September 14, 2008

                         A página da AFE na Europa
                        (www.poemafeano.blog.com)

                             O adeus à liderança

                 Aos que se acostumaram a ler este blog como antes estava configuraram peço desculpas, eis que o “servidor”, que antes já servia mal passou a servir pior ainda em seu novo modelo. Como não tenho sabedoria nenhuma nestes diabólicos meios cibernéticos, a apresentação nada está boa, logo se vê. Peço todavia um pouco de paciência aos bons amigos, mais atentos talvez ao conteúdo do que à forma.
                Quanto ao jogo de hoje, o que me parece é o que antes já parecia. É sempre asim, pelo menos nestes tempos últimos: a Ferroviária procura armar-se antes dos outros, começa bem porque os outros demoram mais a se armar, mas depois, pensando que já está bem armada começa a ver que os outros armaram-se melhor e talvez tenham demorado mais a estruturar os times porque pararam um pouco para pensar.
               Com efeito, contratar a esmo não adianta nada; é preciso agir acauteladamente, usando o bom senso, que sempre é bom conselheiro. Não quero me adiantar em julgamentos menos fundados, apenas com base nas observações à distância parece-me que este treinador vai aceitando quem aparece para depois tentar formar um time, adaptando aqui e ali. Neste aspecto, a meu ver, já deu bastantes provas de que não sabe se impor.
                E nestes comenos, vimos a liderança do torneio fugir pela vez primeira. Jogamos nada contra o fraco time do Rio Claro e levamos de três a um, sem apelo nem agravo. Mais uma vez parece claro como este rio onde nos afundamos que não se está pensando ainda, seriamente, em formar um time forte para o próximo campeonato. E haja paciência…

                                 1×3 ao Rio Claro
                                (Adeus, liderança)

                        Parece-nos o que já parecia
                        Antes, mesmo se as coisas bem paravam
                        Que de aparências boas se mostravam
                        E pouco assim aos olhos carecia,

                        Pois quem melhor acutilava via
                        Que os outros times é que não andavam
                        E então destarte em falhas sobejavam
                        De cuja sorte o nosso se servia.

                        Bastou alguns se armarem por conjunto
                        De tênue ensejo, e logo apareceu
                        Da AFE o costumaz débil transunto:

                        Tão frágil estrutura quem lhe deu
                        De novo, há de pensar sobre este assunto
                        Por não viver o que antes já viveu.

               Antonio Carneiro (Bélier)
               V.N.Gaia - Portugal
               14/09/2008
                   

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Friday, September 12, 2008

                            Reflexões no Brasil

              Algumas vezes vemo-nos confrontados com certos períodos da vida em que as reflexões se nos afloram à mente consciente, mais livre dos grilhões das paixões do quotidiano e tais ocasiões proporcionam certamente certas “liberdades” nos assuntos a abordar e elas nos levam aos latíbulos mais diversos.
              Primeiramente, nos trazem à memória as cenas do clássico “King Creole”, filme maior de Elvis Presley (Ah, tivesse ele seguido essa linha…):

                           As long as I have you
    
                    
Somente as emoções que mais intensas
                     Reverberam no ser, somente elas,
                     Assaz presentes, redivivas, belas,
                     Da vida nas memórias sempre vivas

                     Podem dizer do espírito as avenças
                     De seus reais pendores, também delas
                     Inseparável parte, sentinelas
                     Deste viver nas sublimais presenças:

                     Destarte esta canção que o filme encerra,
                     Envolto em clima de emotivo enleio
                     O “King Creole” sublima eternamente,

                     Que o virtual que tanto alvor descerra
                     Ao que sobeja em treva impõe de cheio,
                     Que a breve espaço, a luz de Deus, somente.

                               A santa mansidão do alvor sereno

                       Se a paz inolvidável não sentira
                       Que de Jesus nos dá sentir presença
                       Por seguir-lhe não foi sua sentença
                       Os ensinos, pois sei que os não seguira.

                       O ego contra tal meta conspira
                       Que da vida regula a lida intensa
                       E cai o ser nas teias desta avença
                       Que do real o véu da luz retira.

                       Pelo infinito amor porém que excede
                       Qualquer conceito de jaez terreno,
                       Sei que prover socorro me concede

                       Por tantas vezes mais que quão pequeno
                       Mostre-me aos olhos seus donde procede
                       A santa mansidão do alvor sereno.

                                   Vida renovada

                        Foram-se os tempos áureos desta idade
                        Em que os valores vilipendiados
                        Pelos que os não têm são arrojados
                        Nos báratros da intensa obscuridade.

                        Para quem os viveu, lembra a saudade
                        Cuja expressão os traz nos sons magoados
                        Da música e dos versos reprisados
                        Quando tal reviver a mente invade:

                         Consola então saber que em vida nova
                         Em que o pensar o meio configura,
                         Viver desses momentos se renova,

                         Onde de espaço e tempo não figura
                         Qualquer limitação que a árdua prova
                         Impõe no plano desta lida dura.

                     No dia 22 de agosto arribamos a Araraquara, às vésperas de seu 191º aniversário. Ao divisar ao longe a tão estimada cidade, arribou juntamente a musa para assinalar no papel o soneto abaixo transcrito: Saudação à Morada do sol:

                         Araraquara já se vê, feliz,
                         De aura sutil em fim de tarde esquiva
                         Em que esmaece o sol na expectativa
                         De a seu lar volver, como se diz:

                         É retorno de vê-la que condiz
                         Com vezes outras, passo em roda viva,
                         Ciente de que escasso tempo priva
                         De a sentir mais, qual sempre embalde quis.

                         Eu estarei de volta em poucas horas
                         Ao convívio da luta intensa e dura
                         Que ao deleite não dá amplas demoras,

                         Mas há de vir um dia em que a conjura
                         Destes males da vida de tais moras
                         Deixará de conter a conjectura.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             12/09/2008

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Saturday, September 6, 2008

                                    A página da AFE na Europa
                                     (www.poemafeano.blog.com)

               De volta aos cibernéticos meios, agora a facear as imensas dificuldades impostas pelo maldito “servidor” e longe do precioso auxílio da Gladys, foi-nos dado acompanhar pela “rádio da cidade” o relato deste novo compromisso da AFE ante o tradicional rival Comercial de Ribeirão Preto. Jogo nada especial, rotulado apenas de clássico, o famoso Come-Ferro mostrou, a nosso ver, dois times em formação para os seus futuros compromissos mais importantes. De ressaltar, a manutenção da liderança do torneio, o que já é uma excelente notícia.
              Conquanto esta disputa não credite mais o acesso à série C do Brasileiro, a meu ver o melhor prêmio que já conferiu, resta sonhar com a Copa do Brasil, embora já tenhamos tido uma amostra do que acontece aos que tentam arrostar os grandes antes de se impor como grandes também. Os fariseus do apito, sob comando dos seus sinedrinos panteões logo se encarregam de tolher qualquer expectativa, de liquidar com qualquer sonho que se possa ter. Eis que o futebol, sobretudo no Brasil, não passa de um jogo de azar, porém com as cartas ou os dados marcados.

                              0×0 ao Comercial (R.P.)
                     (Come-Ferro igual)

                                  Dos males o menor, que a igualdade,
                                  Conquanto em pagos próprios, que emprestados
                                  A exemplo de outros prélios já jogados,
                                  Mantém-nos em primeiro, isto é verdade.

                                  O time mescla jovens e da idade
                                  Outros de sítios mais, mais avançados
                                  Próximos e distantes, contratados
                                  Para compor o elenco, da cidade.

                                  É esta copa enfim jaez de fato
                                  Para entrosar o grupo e assim provê-lo
                                  De força e audácia para o campeonato,

                                  Conquanto haja esperança inda de vê-lo
                                  Na copa do Brasil por cujo trato
                                  Este torneio é condição vencê-lo.

                     Antonio Carneiro (Bélier)
                     V.N.Gaia - Portugal
                    06/09/2008
                  

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Friday, September 5, 2008

              Dear brother

                   Mais um dia 16 de agosto é passado; são agora trinta e um, após o ano de 1977, trágico para nós, egoístas do mundo, que tanto prezaríamos de continuar a ouvir a tua mensagem, indiferentes a que padecias dos males físicos que a pesada cruz da fama te deixou, mazelas mortais cujos agudos sintomas os paleativos alopáticos disfarçavam, atenuando-te o sofrer para que “show” prosseguisse, eis que as salas de todo o país já estavam com a lotação esgotada muito antes de seu início.
                  Lembro-me então da juventude difícil, dos estudos realizados com sacrifício, pois era preciso trabalhar… E como é duro trabalhar e estudar; só quem passou por tal pode dizer. Naqueles tempos rudes, pensava eu que afinal havia um outro mundo, o mundo das perenes alegrias, onde governavas, meu caro Elvis. E os momentos ali vividos, naquele sublime mundo, de que a imagem virtual era trazida pelos filmes que se sucediam é que nos animavam a continuar porque um dia eu poderia lográ-lo, de algum modo, eis que em última análise tudo é memória, mesmo que mascarado de presente. Na verdade, se bem pensarmos, o presente é o grande ausente da vida, pois quando vivido já passou. Foi com o entusiasmo de tua presença nas cenas filmadas por minha lembrança que aprendi a não desistir. E estudava, e se não desisti, devo-o muito a ti, ao teu canto nas inesquecíveis trilhas sonoras do King Creole, do Blue Hawaii, do G.I.Blues, do Clambake, do Girl Happy e de tantos outros, nos shows gravados para a tela, como That´s the way it is (não é nem nunca será it was) e Elvis on tour. Obrigado, caro irmão!
                 Hoje ainda, passados tantos anos, é benfazejo o halo de tua passagem pelo planeta, que nunca se esvairá. Muitas crianças ainda hão de nascer para admirar a tua obra imortal, como tantas já nasceram por comprová-lo, após o fatídico ano de 1977. Tantas gerações em preito de homenagem ao maior fenômeno musical contemporâneo! Não foi em vão o teu sacrifício. A posteridade já se fez tua e continuará sendo.
                 Um dia, o mundo inteiro logrará de ouvir a tua mensagem e há de se alegrar para sempre. Quem tem ouvidos, ouça.

                                                 Dear brother

                                       Na escura senda de uma vida rude
                                       Em que a desesperança impor quizesse
                                       O jugo hostil com que se impusesse
                                       Por mágoas mil juntadas amiúde

                                       Tu foste a luz, centelha da virtude,
                                       Trazida em áudio e imagem que se houvesse
                                       Faltado, em trevas tudo se tivesse
                                       Havido a descabida plenitude,

                                       Pois encantaste os plenos desencantos
                                       Em que eu vivia os dias mais vividos
                                       E assim iluminados de teus cantos:

                                       Do que hoje sou decerto são devidos
                                       A teu favor mil preitos e mais tantos
                                       Que aos céus e à terra hão de ser excedidos.

               Antonio Carneiro (Bélier)
               V.N.Gaia - Portugal
               05/09/2008



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Thursday, September 4, 2008


                  A página da AFE na Europa
                             (www.poemafeano.blog.com)

                        Tempo de estruturar

               Ainda não foi desta vez que conseguimos passar suficiente período com os nossos bons amigos do Brasil, eis que o tempo urgiu com a bravura e rudeza de sempre e logo os hercúleos compromissos da Europa se avolumam, maiores do que nunca. Em verdade, o homem nasce livre, mas geme em ferros pela vida inteira. Com grande saudade já, daqui deixo um renovado abraço, em particular, para o Paulinho Vidal, para o Paschoal Gonçalves da Rocha, para o Wilson Silveira Luiz, para o José Roberto Fernandes, para o Vagner Belini e pessoal da Cultura, para o Douglas Onça, para o Fogueira, com quem pude estar ou comunicar-me.
                 Quanto ao nosso time, a julgar pelos resultados, vai muito bem, pelo menos nesta esvaziada Copa Paulista. Que seja este um bom prenúncio visando à formação de um elenco capaz de lograr o acesso à A1 em 2009. Novamente, não foi possível vê-lo jogar.
                 Como mudaram as “tripeças” do maldito “servidor”, sou obrigado a mudar também a configuração deste apagado blog.  Para “variar”, mudaram para pior…

   
                                 Tempo de estruturar

                        Que resultados bons augúreos sejam
                        Qual o serão por costumeira usança,
                        Suprindo aos torcedores esperança
                        A vindouras ações que se antevejam.

                        Embalde este contexto, não se vejam
                        Sucessos de antemão, lauta pujança,
                        Hábeis de conceder, que na lembrança,
                        Prévios lauréis, parciais, inda sobejam:

                        De construir é tempo em base forte
                        O alicerce, em sustento irreversível
                        Capaz de estruturar com sério porte

                        O arcabouço do time cujo nível
                        Logrará de subir, até se exorte
                        Em adequado tempo, o mais possível.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
            04/09/2008

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