Thursday, October 30, 2008

                                             A página da AFE na Europa
                                            (www.poemafeano.blog.com)

                                                       A verdade

                      O Divino Mestre contou uma vez uma parábola que aqui resumimos: Certo indivíduo, muito endividado com as leis universais, vivia escondido numa caverna, onde lamentava-se constantemente de sua sorte. Maldizia o destino, imputava-se como injustiçado e, destarte, estava sempre implorando ao Criador que lhe mostrasse a verdade. Apiedado daquele infeliz, após ouvir tantas súplicas, o nosso Pai mandou-lhe alguns emissários: primeiro, enviou-lhe a Fé, depois, a Caridade, em seguida a Esperança, mais tarde a Paciência; todavia, o homem continuava revoltado e pedia com insistência que lhe fosse mostrada a Verdade, hábil de lhe repor a pretensa justiça.
                     Deus, já de “saco cheio”, atendeu-o e a Verdade apareceu à porta da caverna, exortando-o a sair. O idiota, ao ver-se iluminado por tal clarão esfusiante, pode enxergar-se a si mesmo, tal como era e ao ver-se todo coberto de nojentas chagas, tratou de correr para latibular-se numa outra furna, ainda mais escura.
                     Tal como na parábola, aí vemos a verdade da Ferroviária, fruto de um trabalho mal feito, pousado numa estrutura arenosa e débil, pronta a ruir a qulaquer abanão. Como ontem, quando, mais uma vez a jogar em casa, sai vergonhosamente derrotada, ainda por cima com um gol de seu ex-atleta Tobias, que pelo menos sabe marcar livres, como se viu.
                     Urge refazer toda a estrutura de base, o que equivale a proceder a uma “vassourada” geral na “mulambada” (como diz o Fábio) que constitui este deplorável elenco. A manter, talvez somente o Eder, o Laerte e…quem mais? Talvez ninguém.

                                                  0X1 ao Flamengo (Guarulhos)
                                                            ( A verdade)

                                            Eis a verdade, o time é ruim, não presta
                                            Nem a defesa, nem a média linha
                                            E o ataque então, este sublinha
                                            Mediocridade em tudo a que se empresta:

                                            Herança indesejável, mão funesta
                                            De um passado sombrio, que não tinha
                                            Qualquer comando, cuja ação mantinha
                                            De imposto caos a face mais infesta.

                                            Que às trevas mudas da hecatombe possa
                                            Em breve ainda, a tempo condizente
                                            Impor-se luz a remover tal mossa,

                                            Mas para tanto, urge estar assente:
                                            Tudo é limpar preciso, não se endossa
                                            Qualquer contemplação neste ambiente!

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             30/10/2008

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Tuesday, October 28, 2008

                                   Latíbulo do sentimento

                           Eis outro resultado positivo,
                           Mais um, desde que o Só se foi embora:
                           Para porém polemizar agora
                           Não há qualquer razão, nenhum motivo.

                           O tempo foi perdido, é evasivo
                           Carpir a seu passar, sem mais demora
                           Urge cuidar da temporada, embora
                           Da A2 que vem, nos seja repulsivo

                           Pensar como se latibula inteiro
                           O sentimento que nos faz sofrida
                           Memória de fracasso tão grosseiro:

                           Vai-nos custar a nadas dar guarida
                           Por bem do clube, nosso alvo primeiro
                           Quando a revolta apõe-se, apetecida.

          Antonio Carneiro (Bélier)
          V.N.Gaia - Portugal
          28/10/2008

           

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Sunday, October 26, 2008

                                             A página da AFE na Europa
                                            (www.poemafeano.blog.com)

                                                   Até que um dia…
             
                            Em noite de pouca assistência (e não é para menos, ou melhor, até é para muito menos gente), após um jejum de onze jogos, lá ganhamos uma, a duras penas por tangencial resultado, numa partida que foi assistida pelo novo técnico, o sr. Ivo Secchi, que deve ter ido mais satisfeito “manjare” uma macarronada após o seu término, embora este se atrazasse bastante em razão de falha nas torres de iluminação do estádio. Isto como manda a boa tradição transalpina. Embalde a vitória conseguida, o time, como era de se esperar, continuou sendo o mesmo, a defesa a abanar todo o tempo, o meio campo sem consistência e ainda menos criatividade e o ataque de riso, como de costume. Valeu-lhe que o adversário padece dos mesmos males e, das trevas da mediocridade surgiu uma fagulha de luz para nos conduzir à vitória.
                          Não se deduza, todavia, que de repente ficamos à beira de revalidar o título de 2006, pois esse mísero fio de luz não terá suficiente capacidade ao escopo, como é fácil entender-se. Urge, ao contrário, repensar tudo outra vez, não sei se pela cabeça do nosso “ressuscitado” Feola ou por outra. Seja lá por qual for, que Deus a ilumine, com muito, mas muito mais intensidade.

           E.T.: Ontem, ao tecer comentários sobre a nossa fortíssima equipe do Brasil de 50 anos atrás, decerto pequei por omitir o nome de vários outros “craques” daquelas pretéritas eras, tais como o zagueiro Mauro, o melhor de todos os parceiros do Pelé, o grande, o enorme Coutinho, o “nosso” Canhoteiro e tantos outros mais, que me hão de desculpar, lá de onde estiverem, pois a maioria já não mora mais neste planeta. Aqui mesmo, na nossa AFE, havia mestres da bola, como o Bazani (o eterno), o Dudu, o Faustino, o formidável zagueiro Rodrigues, por quem nem o Pelé passava, todos eles capazes de nesta atual época desfrutar dos contratos milionários do Real Madrid, do Milan, do Manchester United e de outros tantos clubes de luxo, caso hoje jogassem. É curioso citar que, na época, como não se convocavam à seleção jogadores da Ferroviária (eles só eram convocados quando de lá saiam), ela quase sempre servia de “sparring” nos jogos treinos do “scratch” porque, depois de feitas as seleções, era o time que ficava mais forte. Bons tempos…

                           
                                           2X1 ao Noroeste (Bauru)
                                              (Até que um dia…)

                                      Com novo treinador acomodado,
                                      A ver do time o jogo da bancada,
                                      Que vai gerir, tão pouco frequentada,
                                      Entra a Ferroviária no gramado

                                      Que é seu, conquanto oponha-se emprestado,
                                      Pois joga em casa, na cidade amada,
                                      Havendo de ganhar, missão azada
                                      Para algo inda almejar do colimado:

                                      É contra o Noroeste esse cotejo
                                      De novo, que outro havia acontecido
                                      De dias mui recentes pelo ensejo.

                                      Vence afinal, após não ter vencido
                                      Por vezes onze, e já se esboça almejo
                                      Que o homem bom augúreo haja trazido.

              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              26/10/2008
                         

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Saturday, October 25, 2008

                            A página da AFE na Europa
                           (www.poemafeano.blog.com)

                                Parece o Feola…

                    Reza a tradição que, em 1958, quando o Brasil conquistou a sua primeira copa do mundo de futebol, o seu treinador, chamado Vicente Feola, famoso glutão da época, dormia refastelado durante os jogos, enquanto o notável time resolvia todas as paradas em campo. Naquele tempo, não havia substituições como hoje e, portanto, nem era preciso estar com atenção a esse detalhe, tão importante agora.
                   Ora, na defesa jogavam: Gilmar, Djalma e Nilton Santos, Belini e Orlando; a meio campo, Zito, Didi e Zagalo e os avançados eram simplesmente Garrincha, Vavá e Pelé. E nas reservas havia ainda: De Sordi, Paulinho de Almeida, Zózimo. Oreco, Mazola, Pepe etc. Bem podia o homem dormir, pois dificilmente não acordaria em pesadelo. Aliás, quando acordado, os seus palpites eram sempre errados, tal como o foi o de “barrar” Didi, Garrincha e Pelé pelos “flamengueiros” Moacir, Joel e Dida; Vavá por Mazola (depois Altafini dos transalpinos ares) e Zito por Dino Sani, nos jogos de preparação e na primeira partida diante da Áustria. Dizem que na ocasião um grupo de jogadores, comandados pelo inesquecível Nilton Santos, “peitou” o obeso técnico, forçando a escalação dos primeiros citados no jogo contra a União Soviética, uma potência tida como invencível, que, aos cinco minutos de partida já estava completamente desmoralizada e batida pelo imprevisível Garrincha, o anjo das pernas tortas, que escarnecia de seu “João” Kusnetzov, levado ao desespero e ao ridículo ao tentar marcá-lo.
                  Esta semana, a diretoria da Ferroviária anunciou o novo treinador do time, o sr. Ivo Secchi, para mim um ilustre desconhecido, mas deveras bem parecido com o nosso bonachão Vicente Feola, que Deus o tenha a dormir com os anjos, como tanto apreciava. Não me parece ter havido tempo suficiente para uma reencarnação, até porque o Feola há de estar querendo é desfrutar do merecido descanso junto às melodiosas harpas do céu, pois sempre foi de boa paz. Resta saber como o sr. Secchi vai gerir o plantel de que dispõe, que não tem nada a ver com o antigo grupo do Feola. Parece-nos mais que vai perder o sono…

                                     Parece o Feola
                                            (1)

                             De flácido jaez, gesto alapado
                             No banco de reservas, lá estava   
                             E a ver-se bem, sem cuidos cochilava
                             O obeso treinador Feola inflado.

                             No campo dele o time orientado
                             Em grande estilo se auto-orientava
                             E ao fim do jogo o técnico acordava
                             Por festejar novo triunfo ousado.

                             No mesmo mote, a fofo instar useiro
                             Da Ferroviária a casta dirigente
                             Um Ivo Secchi assim assaz fofeiro

                             Ao pobre torcedor já tão descrente
                             Mostra para assumir o leme afeeiro,
                             Talvez com visos do Feola em mente;

                                                
                                                     (2)

                              Mas o Feola tinha a seu serviço
                              Vavá, Didi, Garrincha e na defesa
                              Para facilitar a sua empresa
                              Santos, Djalma e Nilton, e com isso

                              Nada lhe incomodava o sono omisso,
                              Além do rei Pelé na fúria tesa
                              Da adolescência, e outros mais de acesa
                              Classe, quais Zito, Orlando, em plano adiço…

                              E quem terá o Ivo na cartola
                              Para embarcar, em nosso banco assente,
                              Nas asas de Morfeu, como o Feola?

                              Dos que lá estão, melhor será que ausente
                              A maior parte e uma nova escola
                              Dos sonhos para o campo nos intente.
                              
                   Antonio Carneiro (Bélier)
                   V.N.Gaia - Portugal
                   25/10/2008

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Monday, October 20, 2008

                                 A página da AFE na Europa
                                (www.poemafeano.blog.com)

                                       Paciência de Jó

                       Ontem não nos foi possível publicar nada porque o “servidor” destes blogs não servia para nada por mais que se tentasse fazê-lo servir para alguma coisa. Coisa esta do mundo cibernético, como é óbvio, do qual eu entendo cada vez menos.
                       O jogo lembrava um distante passado, dos idos anos cincoenta, quando o estádio Alfredo de Castilho em Bauru engalanava-se para assistir ao clássico Noroeste X Ferroviária de tantas gloriosas recordações. Que diferença…
                       Entretanto, apesar de completarmos o 11º jogo sem vitória alguma, pelo menos ainda não perdemos depois que o sr. Só (antes só que mal acompanhado…) foi cantar em outra freguesia, talvez com mais afinação do que cantava entre os pobres torcedores afeanos. Que assim seja ainda por muito tempo. Soubemos que há um novo gerente, o sr. Homero Santarelli, que chega com ares de Guaratinguetá. Deus o ajude e a sua competência também, pois já chega de tantas pífias dos nossos estimados dirigentes. Quanto ao jogo em si, pouco a dizer: mais uma vez ficamos com dez em campo (há que compactar muito mais esse time, pois assim não dá…) e mesmo assim logramos um ponto em seara alheia. Contudo, não podemos esquecer que já lá vão onze “invictos”. Convenhamos que é preciso ter paciência de Jó…

                               1X1 ao Noroeste (Bauru)
                                  (Paciência de Jó)

                   Mais uma vez o empate em condição
                   De inferioridade no gramado:
                   Eis que de fora um outro resultado
                   Vem premiar valente exibição.

                   Foi desta vez o jogo, ocasião
                   Ao Noroeste de Bauru, jogado,
                   Para prover-se reabilitado
                   Que em parte, o time em jeito de azarão.

                   Embalde as circunstâncias lá havidas
                   O travo não se tira deste evento,
                   Pois lá se vão ao todo onze partidas

                   Em que não temos de vitória alento:
                   Destarte a paciência das torcidas
                   De cotejo à de Jó induz intento.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             20/10/2008

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Thursday, October 16, 2008

                                   A página da AFE na Europa
                                   (www.poemafeano.blog.com)

                                           Vigor ferrenho

                         Ainda no rescaldo dos últimos episódios da triste novela cujo protagonista principal foi o sr. Édison Só (pífias…), voltou a AFE a campo para um jogo sonolento, sob tórrida condição climática, do qual saiu com um empate a zero, contabilizando, destarte, uma dezena de jogos sem ganhar. Creio que este é um recorde negativo capaz de fazer inveja aos mercados acionários nestes tempos bicudos em que o sioinismo e a ganância dele advinda nos meteram.
                         Merece, todavia, uma menção a atitude do time que, reduzido a nove unidades em boa parte do segundo tempo, soube aguentar um empate pelo menos honroso, ao contrário de outras ocasiões. Conquanto todo este regabofe orquestrado pelo sr. Só (mas acompanhado pelos outros seus pares, incluindo-se o juventino Brida, que devia ter ficado ali mesmo pela rua dos Trilhos…) nos tenha feito perder meia temporada inteira, tempo precioso demais, esperamos que os senhores dirigentes pensem bem doravante para não cometer novos erros grosseiros para agravar mais a situação. Viver não custa; mas custa um pouco saber… Ou como dizia o saudoso Ibraim Sued: cavalos não descem escada… Ou ainda, da sabedoria popular: não adianta dar capim a bicicleta…

                               0X0 ao Flamengo (Guarulhos)
                                      (Vigor ferrenho)

                       Mesmo em rescaldo de idos mui recentes
                       De tantas más lembranças cujo fim
                       Coube bem aguardar, pois outrossim
                       De azares tais não somos indigentes,

                       Vimos voltar a campo ainda descrentes,
                       Pois pouco desde então se deu enfim,
                       Em prélio de Guarulhos no confim
                       Os nossos, das vitórias tão ausentes:

                       Que os mesmos, deles não se esperaria
                       Qualquer milagre, tão somente empenho
                       Hábil de nos valer nesta porfia

                       E tal se viu: em jogo de mau cenho
                       A nove reduzidos premiaria
                       Honroso empate o seu vigor ferrenho.

              Antonio Carneiro (Bélier)
              V.N.Gaia - Portugal
              16/10/2008

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Wednesday, October 15, 2008

                                A página da AFE na Europa
                               (www.poemafeano.blog.com)

                                      Decisão tardia

                              Já lá se foi o Só, que de mão dada
                              Com o seu grupo de tão fraco tino,
                              Com eles, mais o Brida juventino,
                              Por decisão que é certa, e demorada.

                              Foi-nos também mais meia temporada,
                              Em perdulário alvitre, oh, desatino,
                              Hábil de complicar-nos o destino
                              Para futuros ítens da jornada.

                              Resta sorver desta lição dorida
                              Algo de bom, a esta mesma grei
                              Que nos decide a sorte em sua lida

                              Para que doravante a mesma lei
                              Do mal pensar não seja repetida…
                              E fica a sugestão: Vilson Tadei!

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             15/10/2008
                          

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Sunday, October 12, 2008

                                         ELVIS - CONCERTO ESTELAR

 
                                      No estelífero sólio reluzente
                                      De onde este mundo vil está distante
                                      Eis, uma luz ressoa assaz possante,
                                      Que som também é luz, e eloquente.

                                      Queda-se todo um pálio, congruente,
                                      Na Via Láctea que em fulgor, diante
                                      Da voz barítona, desfila e ante
                                      Tal mavioso canto o ouvir consente

                                      E em trompas mais também já anunciam
                                      O evento deste alvor que, anunciado,
                                      Milhões vêm para ouvir, que o não ouviam!

                                      No palco etéreo, que é iluminado
                                      De estrelas cujo foco o alumiam
                                      Tem Elvis novo show realizado.

            Antonio Carneiro (Bélier)
            V.N.Gaia - Portugal
           12/10/2008

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Saturday, October 11, 2008

                                A página da AFE na Europa
                                (www.poemafeano.blog.com)

                                Mais do mesmo…Até quando?

                 Dizem na minha terra que não vale a pena gastar vela com defunto barato; tal aforismo pode aplicar-se ao prolixo do linguajar, ainda mais quando já tudo foi dito, ao que me parece.
                 Dizer, pois, que a Ferroviária perdeu, em casa, de novo, já assume o contexto de um pleonasmo e este constitui-se como um vício vernacular. Afinal, já este foi o nono jogo seguido. Era, pois, claro e patente que, antes de o jogo começar, ao saber-se que o sr. Edison Só e os outros todos continuavam, o futuro naquele pretérito referido seria fácil de prever. Soubéssemos nós palpitar na loteria como assim tão fácil fora e todos estaríamos ricos, talvez até para poder comprar o clube e resolver isto, tão fácil que nos parece ser.
                 Enquanto a riqueza não nos favorece, resta amargar o referido treinador (?) com a sua ridícula touca e tudo o mais. E o pesadelo não acaba…

                                 0X1 ao XV de Piracicaba
                             (Mais do mesmo…até quando?)

                             A estupidez humana é limitada
                             Pelo intelecto, curto inda que seja,
                             Mesmo o dos tolos cuja mente almeja
                             Passar da vida por momento cada:

                            Assim estes devotam-se à jornada,
                            Que de tolices seu viver almeja,
                            Cheia de alvitres vãos, mas que os não seja
                            Carpir, se a dor algoz lhes é cobrada.

                            Aos nossos mandatários, todavia,
                            Compraz sofrer, frios, indiferentes,
                            E mais: de promover a apologia

                            Destes que mais ainda incompetentes
                            Mostram-se, a cada jogo, a cada dia!
                            Até quando? Afinal, andam contentes?

            Antonio Carneiro (Bélier)
            V.N.Gaia - Portugal
            11/10/2008
     

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Saturday, October 4, 2008

                                        A página da AFE na Europa
                                       (www.poemafeano.blog.com)

                                               Indulto ao erro

                    Depois de oito jogos sem qualquer vitória, a Ferroviária consegue não ganhar do Taquaritinga, lanterna vermelha da competição, classificando-se tão somente porque, nos primeiros jogos os adversários ainda nem haviam calçado as chuteiras, por assim dizer. E jogando em casa ainda por cima.
                    Ouvi falar que a diretoria vai dar “carta branca” ao treinador para dispensar os jogadores que ele mesmo trouxe para armar um time competitivo. Mal comparando, isto é premiar a burrice com um preito de estupidez ainda maior; instar o vilipêndio por juízo de um valor já exposto como vil; pagar para ver de novo um erro já cometido. Terei eu ouvido bem?
                     Reza a sabedoria popular que em mesa farta sobeja a incompetência e a própria vida
 o confirma, se bem o analisarmos. Dizer mais, para que?

                                     1×1 ao Taquaritinga
                                       (Indulto ao erro)

                       Nem vale a pena apor qualquer apenso
                       Sobre este vergonhoso empreendimento
                       Que da memória do conhecimento
                       Insta faltar em seu jaez imenso:

                       Não há qualquer juízo cujo tenço
                       Possa recompensar tal cumprimento
                       E urge então por bom discernimento
                       Prover único agir de justo senso.

                       Os cegos guias há de erradicar
                       Sem uma hesitação qualquer devida,
                       Pois há limites para se aceitar

                      Os erros cometidos nesta vida,
                      Até porque é burro mais de dar
                      Quem há de, a burros sua sã guarida.

             Antonio Carneiro (Bélier)
             V.N.Gaia - Portugal
             04/10/2008)
                

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