A página da AFE na Europa
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A verdade
O Divino Mestre contou uma vez uma parábola que aqui resumimos: Certo indivíduo, muito endividado com as leis universais, vivia escondido numa caverna, onde lamentava-se constantemente de sua sorte. Maldizia o destino, imputava-se como injustiçado e, destarte, estava sempre implorando ao Criador que lhe mostrasse a verdade. Apiedado daquele infeliz, após ouvir tantas súplicas, o nosso Pai mandou-lhe alguns emissários: primeiro, enviou-lhe a Fé, depois, a Caridade, em seguida a Esperança, mais tarde a Paciência; todavia, o homem continuava revoltado e pedia com insistência que lhe fosse mostrada a Verdade, hábil de lhe repor a pretensa justiça.
Deus, já de “saco cheio”, atendeu-o e a Verdade apareceu à porta da caverna, exortando-o a sair. O idiota, ao ver-se iluminado por tal clarão esfusiante, pode enxergar-se a si mesmo, tal como era e ao ver-se todo coberto de nojentas chagas, tratou de correr para latibular-se numa outra furna, ainda mais escura.
Tal como na parábola, aí vemos a verdade da Ferroviária, fruto de um trabalho mal feito, pousado numa estrutura arenosa e débil, pronta a ruir a qulaquer abanão. Como ontem, quando, mais uma vez a jogar em casa, sai vergonhosamente derrotada, ainda por cima com um gol de seu ex-atleta Tobias, que pelo menos sabe marcar livres, como se viu.
Urge refazer toda a estrutura de base, o que equivale a proceder a uma “vassourada” geral na “mulambada” (como diz o Fábio) que constitui este deplorável elenco. A manter, talvez somente o Eder, o Laerte e…quem mais? Talvez ninguém.
0X1 ao Flamengo (Guarulhos)
( A verdade)
Eis a verdade, o time é ruim, não presta
Nem a defesa, nem a média linha
E o ataque então, este sublinha
Mediocridade em tudo a que se empresta:
Herança indesejável, mão funesta
De um passado sombrio, que não tinha
Qualquer comando, cuja ação mantinha
De imposto caos a face mais infesta.
Que às trevas mudas da hecatombe possa
Em breve ainda, a tempo condizente
Impor-se luz a remover tal mossa,
Mas para tanto, urge estar assente:
Tudo é limpar preciso, não se endossa
Qualquer contemplação neste ambiente!
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
30/10/2008