A página da AFE na Europa
(www.poemafeano.blog.com)
Ainda sem a renovada Fonte Luminosa pronta, eis que as obras, como sói de ocorrer nunca acabam no prazo, amanhã se inicia novo ciclo da Ferroviária em sua luta tão sofrida para retornar aos primeiros escalões do futebol brasileiro, de onde se afastou no já longínquo ano de 1996. Quanto tempo, meu Deus, de escabrosa espera, sempre esperançosa no início de cada competição de menor jaez que o time foi disputando ao longo de todo este penoso período.
Para já, muito sinceramente, conquanto a fé nunca se deva abalar, pois sem ela nada se consegue, as expectativas não são animadoras. Sob o comando de um treinador a quem respeitosamente epitetamos de “ressuscitado” Feola, um time é montado às pressas, com uma penca de desconhecidos jogadores, faz uma pré época decepcionante e nada nos impulsiona a prever boa colheita de uma tal semeadura tão aleatória. Como não dizê-lo? Há quinze dias, vimos aqui na televisão o nosso time sub-18 atuar, no Botânico, contra o Palmeiras e, como diz o vulgo, pela mãe do guarda, que coisa horrorosa… Certo é que não se tratava da equipe principal, todavia, penso que pelo menos algo de positivo poderia ser mostrado por aqueles garotos, caso estivesse em andamento um plano competente para o estabelecimento de um definido estilo de jogo. Isto quando é feito, reflete-de em todos os escalões, salvo erro meu. Como falava a minha vizinha de infância, na sua linguagem mineira: “neca, dulce neca…”. Aliás, justiça se faça, o Palmeiras também, “mama mia…”.
Ora, neste contexto de ditirambo canto, há que encontrar alguma harmonia triunfal, e para tanto o maestro” feolino” que mude a partitura, ainda que seja para um valsear compulsório de trancado salão, até que os trompetes possam reverberar os fortes ecos do triunfo pelas paredes.
Até porque a estréia é em Monte Azul, diante do Atlético, um time montado(?) pelo nosso conhecido Edison Só (pífias?). Ou será que a mosca azul turquesa só mordia o homem em Araraquara?
Seja o que Deus quiser. E queira Ele o melhor para a gloriosa AFE! Afinal, falta voltar a brilhar na constelação das elites do futebol brasileiro uma estrela de cor grená.
Em busca de um “alvará”
(Boa sorte, Ferroviária!)
De estádio novo, ainda que não já:
As obras se atrasaram como sói
De ser no que com prazo se constrói
A não cumprir, seja isto além ou cá,
Partimos novamente do “alvará”
Em busca à divisão maior e dói
De se pensar na idéia que destrói
Deste aspirar um simples oxalá:
Destarte, é olvidar o parco ensejo
Da formação de um time mal envida
Que é fácil ver por um simples cotejo
E de esperança haurir ares da vida,
Pois é melhor curtir um bom almejo
Que de prévio carpir triste guarida.
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
24/01/2009