A página da AFE na Europa
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“The last farewell”
A menos que haja uma surpresa - e não seria a primeira - nas futuras orientações da Federação Paulista de Futebol, decorreu hoje o último compromisso oficial deste ano da Ferroviária, despromovida ao escalão terceiro do estado, eis que a princípio não está entre os colocados para a disputa da Copa paulista, que se segue a este mal lembrado campeonato. É lamentável que assim seja, e, mais uma vez o que podemos dizer congrui com o mesmo que já tanto dissemos antes: que aprendam a lição e não repitam os erros desta temporada; que tenham mais humildade, estes nossos dirigentes, admitindo de saída que vamos disputar uma terceira divisão no próximo ano, torneio que na melhor das hipóteses, se bem fadado, repõe ao seu final a mesma condição que tivemos este ano, nada mais. Chega de sonhos mirabolantes, de megalomanias, que só servem aos políticos para ganhar eleições e a pouco mais.
A Ferroviária já foi grande, muito grande, é mais conhecida na Europa por exemplo que qualquer outro clube do interior de São Paulo, exceptuando-se a Ponte Preta e o Guarani (curiosamente também despromovido este ano). Hoje, todavia, a sua realidade é outra: vai disputar a terceirona. Destarte, terá que fazê-lo com humildade e determinação, a fim de que um dia, que todos nós aspiramos ser bem próximo, muito breve, possa recuperar todo o seu prestígio, tão fustigado na poeira destes últimos treze anos.
Quanto ao jogo, o último compromisso, instou-se como melancólico; terminou como começou, no zero geral. E o América, para completar o quadro das tristezas, também não logrou os seus objetivos, não se apurando para as finais. Frize-se que a Ferroviária jogou com quase todo o time oriundo de suas categorias de base, pois os “experientes”, quase todos já tinham ido embora. Ora, pensamos nós, talvez esses “meninos” tivessem feito melhor papel se tivessem jogado sempre. Uma última e lúgubre observação: terminamos como lanterna da competição…
0X0 ao América (Rio Preto)
(“The last farewell”)
Em melancólica manhã, descrentes
De toda expectativa, qualquer fosse,
Que ela, muito antes, esfumou-se,
Mercê de outros fracassos inerentes,
Entramos a cumprir, correspondentes
A compromisso apenas, pois findou-se
A derradeira etapa do que instou-se
Numa das pífias nossas mais ingentes:
Outra página negra foi escrita
De um livro que contou já tantos feitos
Urdidos em linguagem tão bonita.
Resta-nos esperar novos proveitos
Que apaguem o vigor desta desdita
Por resgatar-nos os antigos preitos.
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia . Portugal
19/04/2009