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Novo campo - outro alento
No jogo da volta com o São Bernardo, de quem houvera perdido por três a um no passado sábado, jogando agora em sua cidade, a Ferroviária frustrou de novo os seus torcedores, com um empate a zero, resultado que deixa o grupo com os quatro participantes empatados nos mesmos cinco pontos, mas a AFE em terceiro pelo saldo de gols.
O time mostrou novamente que é fraco, inexperiente, sem uma estrutura definida de jogo e ainda por cima continua sem sorte, como já nos habituamos de há muito a esta parte. Não obstante a sua debilidade, destarte, teve as oportunidades de ganhar a partida, quando os seus atletas Feijão e Fabinho acertaram o travessão do adversário, um em cada baliza, no primeiro e no segundo tempo. Todavia, a bem da verdade, pelo que ouvimos não mereceu vencer. Precisa de outro “estofo”; seus jogadores, quase todos garotos, não têm a necessária condição anímica, do ponto de vista da maturidade - como é evidente - para uma competição mais séria. Ao final, apesar dos protestos da torcida, que queria ver o grupo a atacar buscando a vitória, bem aliviados ficamos quando o prélio acabou porque os bernardinos é que nos impuseram o chamado “sufoco final”. Entretanto, há que insistir: o caminho é esse mesmo. Trazer “merdalhões” experientes e caros, já se viu, não adianta. Temos de ir ajustando esse time, inserindo um ou outro que forneça maior cabedal até ao campeonato. Nesta copa, o que vier para além do já obtido será lucro.
Quinta feira, finalmente estreamos o novo e lindo estádio. Ainda bem que prevalesceu o bom senso, pois se o campo é da Ferroviária, mal seria se ela não o inaugurasse, como chegaram alguns “fariseus” a propalar. Esperemos que este evento marque o dealbar de uma nova era de glórias para o nosso sofrido clube. E parabéns ao “Patrezão”, rede de supermarcados local que adquiriu a lotação completa do estádio para distribuir ao “pagode”. Casa cheia, portanto e viva a nova fase da grande futura Ferroviária!
0X0 ao São Bernardo
(Novo campo - outro alento)
É fraco sim, deveras limitado
O nosso time de jaez modesto,
Inseguro no jogo, pouco lesto
E, como sempre, muito mal fadado:
Bolas ao travessão, bolas ao lado,
Muita ansiedade, pouco mais de resto
E ao final um sufoco indigesto
Quase a nos piorar o resultado.
Assim vão-se dois pontos para o teto,
Em nossos pagos, mau assentamento
Para o almejo de melhor objeto;
Mas nada está perdido, é já momento
De em novo campo impor novo projeto
Para um futuro haver com outro alento.
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - Portugal
18/10/2009