A página da AFE na Europa
(poemafeano.blog.com)
Vasco é campeão
(Ao comando de afeano)
Há pouco menos de um ano, comentávamos aqui a despromoção à série B do Campeonato Brasileiro do time do Vasco da Gama, uma das glórias futebolísticas mais preciosas do nosso país “patropi”. Assistimos pela TV ao triste final daquela época, em pleno estádio de São Januário, quando o clube cruzmaltino perdeu o jogo e despediu-se da elite do futebol para tristeza de seus milhares de adeptos.
Ontem, assistimos também a uma partida que decretou a vitória final dos vascaínos no campeonato da chamada segunda divisão, para gáudio de sessenta e tantos mil espectadores - e eis que no jogo passado foram mais de oitenta mil, ocasião em que o time garantiu o seu regresso à série A em 2010.
No futebol, como em outras atividades da vida, existem empatias curiosas entre equipes, grupos, sociedades e outros afins. Ora, bem podemos verificar tal espécie de afinidade entre o Vasco e a nossa Ferroviária. Destarte, foi a super equipe vascaína que em 1951 inaugurou o estádio (antigo) da Fonte Luminosa; é muito grande a massa de adeptos vascaínos em Araraquara, como já pudemos constatar, bem como também a simpatia dos dirigentes afeanos, ao longo do tempo, pelo clube da “colina histórica”; isto para além da colônia lusitana e dos luso-descendentes da região araraquarense.
Ora, no momento mais difícil de toda a sua história, o Vasco contratou para seu treinador, com todos e amplos poderes o nosso estimado araraquarense Dorival Junior, treinador de extrema competência, com imensas provas dadas ao longo de sua carreira. O Junior, como era conhecido nos tempos em que jogou pela gloriosa Ferroviária, é sobrinho do não menos famoso jogador Dudu, o também muito nosso Olegário Tolói de Oliveira, um dos maiores “trincos”, como cá se diz, do futebol brasileiro. Quem não se lembra do nosso time de 1959, quando não fomos campeões por razões “misteriosas” (o João Etzel Filho já deve ter prestado as suas contas…); da famosa “academia” do Palmeiras, em que o Dudu, transferido para o “porco”, ”carregava o piano” para o Ademir da Guia brilhar nos solos; mas quem percebe de futebol bem sabia qual valia mais. Tanto é que sem Dudu o filho do Domingos da Guia não rendia 50 por cento do normal.
O Dorival chegou, montou um novo time, eis que do anterior pouco sobrou, estabeleceu o seu plano de trabalho e eis o Vasco redivivo, apto a retornar aos seus dias de maior esplendor. Graças, sem dúvida, à competência inquestionável deste grande afeano.
Talvez um dia, e tudo indica que não estará assim tão distante, este nosso brilhante profissional retorne ao ser berço natal para conduzir a AFE às conquistas que ainda lhe estão guardadas. Nesta ocasião, os adeptos do Vasco da Gama hão de cumprimentá-lo e saudá-lo novamente. Quem sabe, depois de uma tremenda goleada afeana sobre a “flamengada”. Não quero morrer sem ainda ver esse jogo. E talvez que, depois de vê-lo, morra dentro do estádio!
Vasco campeão
(Sob o comando de afeano)
Eis que ressurge o Almirante envido
Dos esforços ingentes impetrados
Por empecilhos mil alevantados
Ao seu velho estatuto ressurgido!
Guiou-lhe a nau com gesto destemido
O comandante Dorival, louvados
Seus méritos de alcances elevados
Por logro de tal feito tão subido:
O grande Vasco volta à dimensão
Que lhe valeu da fama a glória rara
Nas sendas de uma augusta tradição
Que ora resgata em rota assaz preclara
Entre os escolhos, firme pela mão
De um filho ilustre de Araraquara.
Antonio Carneiro (Bélier)
V.N.Gaia - portugal
14/11/2009